Esporte
07/09/2008 - 09h48

Com Dunga pressionado, seleção joga para evitar fiasco

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da Folha Online

Em meio a declarações polêmicas e uma chegada conturbada a Santiago, a seleção brasileira enfrenta o Chile, neste domingo, às 22h, na capital chilena, com a importante missão de vencer fora de casa para evitar uma posição muito delicada nas eliminatórias sul-americanas.

Os três pontos podem, além de fazer o Brasil subir para a terceira colocação (ou até mesmo a segunda, caso vença por dois ou mais gols de diferença), aliviar a situação do criticado técnico Dunga --que tem seu cargo ameaçado.

A derrota vai fazer com que o time, que começou a rodada como quinto colocado do classificatório, termine na sexta posição, o que o deixaria de fora da Copa do Mundo se as eliminatórias acabassem após esta rodada.

Pressionado, Dunga afirmou que deve escalar três atacantes --Robinho, Luís Fabiano e Ronaldinho-- e dar mais liberdades aos laterais Maicon e Kléber.

Nos dois últimos jogos do Brasil nas eliminatórias, Dunga optou por jogar com três volantes. Criticado pelo sistema demasiadamente resguardado, e com o cargo ameaçado após o fracasso na Olimpíada de Pequim, o técnico resgata a formação com os três atacantes, usada na vitória sobre o Uruguai, em novembro.

Além da pressão sobre Dunga, o jogo tem sido rodeado por polêmicas fora de campo. Após uma declaração do presidente Lula, afirmando que os jogadores da seleção não teriam a mesma garra do argentino Messi, o goleiro Júlio César fez questão de rebater a crítica de forma áspera. A resposta provocou uma manifestação da CBF neste sábado, que se isentou de compartilhar a mesma postura do goleiro.

A chegada da seleção brasileira a Santiago também causou alvoroço no aeroporto chileno. O assédio do público teve de ser contido pela polícia. Também neste sábado, o jornal chileno "El Mercurio" rotulou a chegada do selecionado brasileiro como "caótica".

 

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