Esporte
30/09/2008 - 10h22

Ministro do Esporte diz que Pan é "lição" para Copa-2014

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RODRIGO BUENO
da Folha de S.Paulo

O ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, disse ontem em evento no Morumbi, possível palco da abertura da Copa-2014, que o governo federal exigirá de cidades e Estados que abrigarão o Mundial documento assumindo as responsabilidades assumidas com o evento.

"O Pan foi uma lição para nós. O governo federal assumiu contas que não eram dele para manter a boa imagem do país. Isso não acontecerá com a Copa de 2014. Vamos exigir matriz de responsabilidade de cidades e Estados que querem receber jogos da competição. Quem não assinar o documento vai ser excluído da disputa", afirmou o ministro ontem.

Segundo relatório do TCU (Tribunal de Contas da União), o governo federal gastou 1.289% a mais do que estava previsto inicialmente com o Pan-Americano do Rio. Estimativa do tribunal indicou R$ 3,6 bilhões de gastos públicos.

"Amanhã [hoje], teremos uma idéia melhor sobre as cidades que serão sede da Copa de 2014. É importante que todas saibam de suas responsabilidades. Com a matriz de responsabilidade, podemos cobrar depois. No Pan, nós ficamos com o ônus e ainda respondemos por isso", falou o ministro.

O Ministério do Esporte e o Comitê Organizador do Pan-2007 foram responsabilizados pela subida de gastos, verificada em pequenas e grandes despesas relatadas pelo TCU.

Presente ao Morumbi para assinar o primeiro contrato para a realização de obras em um clube de futebol com base na lei de incentivo fiscal, o ministro disse que São Paulo tem boa chance de abrir a Copa-2014.

"Nenhuma cidade está pronta no momento no Brasil para receber a Copa, sobretudo por causa dos estádios. São Paulo tem muitas vantagens para receber a partida de abertura. Tem estrutura, aeroporto internacional importante, rede hoteleira e torcida fanática por futebol", disse o ministro, que tratou também de vantagens de Brasília, "centro diplomático".

Silva Júnior desejou sorte ao São Paulo nos projetos aprovados para suas divisões de base --empresas como Bradesco, Nestlé, Mercedes e Alpargatas estão por trás das três obras em Cotia, que serão "vigiadas" pela Caixa Econômica Federal-- e na preparação do Morumbi para a Copa do Mundo de 2014.

"O São Paulo é o primeiro clube a ter projetos aprovados, mas Grêmio, Santos, Atlético-MG, Cruzeiro e um time de Fortaleza já seguiram o exemplo do São Paulo. Desejo sorte nos projetos e espero que o São Paulo conclua rapidamente as obras no Morumbi para a Copa das Confederações de 2013", falou o ministro do Esporte.

O São Paulo planeja no início do ano que vem começar as reformulações no estádio.

"O Morumbi está 86% pronto para a Copa. E já está pronto o cronograma para os 14% restantes, que incluem sala de imprensa para 4.000 jornalistas e espaço para 500 convidados da Fifa e da CBF. A cobertura do estádio sairá em 2010 e 2011", falou ontem Rui Othake, arquiteto responsável pelo projeto.

 

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