Esporte
09/10/2008 - 14h01

Barrichello vê pouco caso da Honda e cogita aposentadoria da F-1

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da Folha Online

O piloto brasileiro Rubens Barrichello, da equipe Honda, admitiu nesta quinta-feira que pode se aposentar da F-1 no final deste ano, contra sua vontade. Na categoria desde 1993, o piloto disse que assinaria com qualquer equipe que lhe oferecesse "um contrato bom pelos próximos três anos".

Barrichello também demonstrou que o desinteresse da Honda em renovar seu contrato está sendo "desgastante" e revelou que existem conversas da equipe japonesa com seu compatriota Bruno Senna, a quem aconselhou não estrear na F-1 no próximo ano.

G. Wijngaert/04.set.08/AP
Barrichello está na F-1 desde 1993 e é o piloto mais experiente em atividade.
Piloto está na F-1 desde 1993 e é o mais experiente da categoria

"Eu nunca cheguei a pensar nisso [aposentadoria], e trabalho com a condição de que vou estar aqui no ano que vem. Mas eu não tenho nada assinado, então é uma possibilidade, que eu vejo como remota", contou.

"Existe um silêncio muito grande na Honda e acho que isso é desgastante. Fora do carro, isso me 'enche' um pouco porque ficam muitas idéias girando", lamentou. "Estou pensando num futuro dentro de um carro de F-1. Mas se eu não continuar, não é o fim do mundo", ressaltou.

"A gente está chegando no final do campeonato e nunca me vi numa situação dessa. Não que seja uma coisa alarmante, mas sempre fechei contrato antes. Já deixei claro que se alguém me oferecer um contrato bom pelos próximos três anos, eu assino", revelou o piloto.

O piloto ainda lamentou o fato de seu chefe na Honda, Ross Brawn, não falar sobre o futuro do brasileiro na escuderia. "Eu trabalhei o tempo todo para ele [Brawn] vir pra cá, e mesmo ele não consegue me dar uma resposta."

Bruno Senna

Christophe Karaba/19.jun.2008/Efe
Brasileiro Rubens Barrichello (centro) discute com integrantes da equipe Honda
Barrichello mostra insatisfação com a Honda, que ainda não anunciou seus pilotos para 2009

Barrichello revelou que Bruno Senna já conversa com a Honda por uma vaga em 2009. "A única coisa que sei é que a equipe está falando com o Bruno Senna. Se eu pudesse dar um conselho, de um cara que gosta da família Senna, eu diria para não vir para cá."

Segundo Barrichello, o conselho não tem a ver com a sua possível substituição na Honda. "Não é pelo meu caso, mas acho que, com a pouca experiência do Bruno, é queimar um cartucho. O Nelsinho [Piquet] é um exemplo disso. Você estar na F-1 porque quer estar e queimar tudo em um ano, sendo que você tem condições de ser campeão do mundo, é uma falha muito grande", concluiu.

Alternativas

Rubens Barrichello também comentou sobre a possibilidade de acerto com as equipes que ainda têm vagas abertas para 2009 (Renault, Toro Rosso, Toyota e Force India). O brasileiro, no entanto, descartou as duas últimas.

"Acho que a Toyota e a Force India já estão carimbadas. As equipes que estão abertas são tão boas quanto a minha, então tenho que falar com todas. Eu iria para qualquer uma delas", admitiu.

Comentários dos leitores
Valter Salgado (11) 08/11/2009 10h42
Valter Salgado (11) 08/11/2009 10h42
Infelizmente a verdade é uma só:
No Brasil, se não for o número 1 não vale nada.
No restante do planeta o cara é 3º, 4º até 5º e é tratado como herói.
Só prá lembrar.............uma categoria mundial como a F1, apenas o fato de sentar em um daqueles carros, já é uma vitória.
sem opinião
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Antonio Dorneles (2) 07/11/2009 11h02
Antonio Dorneles (2) 07/11/2009 11h02
engraçado como certas pessoas recomendam alguém se não tem coragem de contratar.
Isto não é de um líder. Isto é de jogador que com sobras poe umas fichas naquele cara. BABAQUICE HEIN BRAWN...
1 opinião
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Luis Donadio (66) 05/11/2009 17h44
Luis Donadio (66) 05/11/2009 17h44
É engraçado como as notícias procuram motivos da saída da Toyota da F1. A equipe com um dos maiores orçamentos da categoria, não conseguiu nenhum grande resultado, mesmo injetando muita grana na equipe. Mas ninguém cita que este dinheiro foi muito mal aplicado, com a contratação de pilotos medianos (O Kobayashi mostrou que consegue andar com o carro do jeito que está e nem é ainda um grande piloto) e péssima administração. Nenhum negócio vai pra frente se não houver capacidade técnica, grana e bons funcionários que estejam motivados. 2 opiniões
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