Esporte
30/10/2008 - 08h01

Rival em 88, Prost foi a "referência absoluta" de Senna, diz biógrafo

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MARCELO FREIRE
Colaboração para a Folha Online

Apontado como o maior rival de Ayrton Senna na F-1 (duelaram diretamente pelo título nas temporadas de 1988, 1989 e 1990), o francês Alain Prost foi a "referência absoluta" na carreira do piloto brasileiro, segundo o jornalista Ernesto Rodrigues, autor da biografia "Ayrton, O Herói Revelado" (Editora Objetiva).

15.mai.88-Pierre Cleizes/AP
Senna e Prost conversam antes da largada em Mônaco, em 1988, prova vencida pelo francês
Senna e Prost conversam antes da largada em Mônaco, em 1988, prova vencida pelo francês

Prost foi companheiro de Senna na McLaren em 1988, ano em que o brasileiro conquistou o primeiro de seus três títulos mundiais, feito que completa exatos 20 anos nesta quinta.

De acordo com Rodrigues, apesar das brigas entre os dois, dentro e fora das pistas (incluindo dois acidentes, que decidiram as temporadas de 89 e 90), o respeito mútuo também sempre esteve presente na relação --o que se refletiu na presença do francês no enterro do brasileiro, em 1994, em São Paulo.

"Foram dois gênios que se encontraram e ficaram se enfrentado. Isso vale para qualquer tipo de atividade. Se você está em um ambiente competitivo, você se supera para poder sobreviver. O significado do Prost para o Senna era isso, o cara que era a referência absoluta", afirmou Rodrigues.

"Foram dois gênios que se encontraram e ficaram se enfrentado"

Para o novato Senna, Prost, então bicampeão na McLaren, era o homem a ser batido. "O Ayrton disse para todas as pessoas com quem tinha intimidade, confiança, que o cara era o Prost. E ele considerava o Prost o maior piloto que tinha enfrentado na vida."

Segundo Rodrigues, isso também valeu para o francês. "Um foi 'escada' do outro. Isso o próprio Prost me disse, quando eu estava escrevendo o livro: 'O Ayrton foi muito importante na minha vida, para que eu chegasse a limites que eu nunca cheguei'", contou.

"A característica fundamental aos dois foi o respeito, que se tornou desrespeito em momentos de crise."

 

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