LDU e Pachuca sonham alto no Mundial de Clubes do Japão
RENAN CACIOLI
da Folha de S.Paulo
De olho no Manchester United e em feitos históricos, LDU e Pachuca decidem hoje, às 8h30, uma das vagas na final do Mundial de Clubes da Fifa.
O clube inglês, que faz a outra semifinal na quinta, contra o Gamba Osaka, é a grande sensação do torneio e favorito ao título, portanto, o alvo a ser desejado e, se possível, derrotado em território japonês.
Fora a busca pelo feito maior, equatorianos e mexicanos têm objetivos particulares em jogo.
A LDU leva ao Estádio Nacional de Tóquio a responsabilidade de provar que a conquista da Libertadores não foi apenas um lance de sorte em sua história.
Do treinador Edgardo Bauza aos jogadores, passando pelo presidente da federação equatoriana, todos sonham com um lugar na decisão, no próximo domingo, em Yokohama.
"O futebol equatoriano está se superando e tem uma oportunidade de demonstrar isso. O sonho da Liga de Quito é possível", disse Luis Chiriboga, mandatário da federação local.
Se vencer o Pachuca, na Ásia, os equatorianos romperão com um estigma que os perseguem na América. Desde que os clubes mexicanos passaram a ser convidados para disputar a Libertadores, em 1998, eles enfrentaram times do Equador 12 vezes e jamais foram batidos.
Mesmo a classificação da LDU sobre o América, na semifinal da Libertadores deste ano, veio após dois empates --o time que mais tarde ganharia do Fluminense nos pênaltis na final avançou por ter marcado um gol na casa dos mexicanos.
"O Pachuca demonstrou ser uma boa equipe. Mas nós chegamos com um cartaz que diz que somos campeões da América e temos que defender isso", afirmou o capitão da LDU, o volante Urrutia.
"Vamos manter o espírito que nos levou a conquistar a Libertadores. Não trairemos nosso estilo", disse o técnico Bauza, que será substituído pelo uruguaio Jorge Fossati na próxima temporada.
O Pachuca, por sua vez, tenta quebrar a hegemonia de europeus e sul-americanos, que decidiram os quatro mundiais abertos aos demais continentes --incluindo 2000, que teve formato diferente do atual e viu dois brasileiros, Corinthians e Vasco, jogarem pela taça.
"Nós nunca deixamos de acreditar e jamais paramos de lutar", disse, confiante, o treinador Enrique Meza.
Tal filosofia do Pachuca foi posta em prática nas quartas-de-final. Após virar o primeiro tempo perdendo por 2 a 0 para os egípcios do Al Ahly, os mexicanos empataram a partida na etapa final e, na prorrogação, viraram o jogo para 4 a 2.
"Nos fez muito bem essa vitória. Ganhamos confiança", falou o atacante argentino Bruno Marioni, que tem como parceiro de ataque um conterrâneo, Christian Gimenez, autor de dois gols no primeiro jogo.
"Jogando assim podemos bater a LDU", falou Damián Alvarez, outro argentino do time.
NA TV - LDU x Pachuca, ESPN Brasil e Sportv, ao vivo, às 8h30
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