Cera é o doping mais difícil de ser detectado
ADALBERTO LEISTER FILHO
da Folha de S.Paulo
Lançado comercialmente pelo laboratório Roche sob o nome de Mircera, o Cera é a terceira geração de drogas derivadas da EPO (eritropoietina), surgida em 1985.
Acredita-se que a substância tenha sido utilizada desde então para o aumento artificial da produção de glóbulos vermelhos, favorecendo atletas de provas de resistência, principalmente ciclistas.
No antidoping, porém, a droga foi descoberta pela primeira vez --e de forma escandalosa-- na edição de 1998 da Volta da França.
Uma segunda variação da substância, a darbepoetina, chegou ao mercado em 2001. No esporte, passou a ser usada em seguida, quando foram flagrados os primeiros casos nos Jogos de Inverno de Salt Lake City, no ano seguinte.
O Cera é considerado a terceira geração da droga. Possui vantagens em relação às outras versões. Para gozar de seus efeitos, é necessário um número menor de injeções e sua metabolização se aproxima mais dos processos fisiológicos do organismo, dificultando sua detecção.
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