Esporte
31/12/2008 - 08h32

Quênia põe anfitrião em 2º plano e pode ter hegemonia na São Silvestre

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GIULLIANA BIANCONI
MARIANA BASTOS
RENAN CACIOLI
da Folha de S.Paulo

Mesmo em casa, os brasileiros entram na São Silvestre com poucas chances de vitória. Nesta quarta-feira, na 84ª edição da prova, o Quênia poderá, enfim, assumir a hegemonia da mais tradicional corrida de rua do país.

No masculino, o favorito é Evans Cheruiyot, vencedor da última Maratona de Chicago e estreante na prova brasileira. "Não sei se vou vencer, mas espero correr em um bom tempo", disse o atleta, que ambiciona completar os 15 km da disputa na casa dos 43min. O recorde da São Silvestre --pertencente a outro queniano, o pentacampeão Paul Tergat--, é de 43min12s, obtido em 1995.

Outros compatriotas de Cheruiyot --que não tem parentesco com Robert Cheruiyot, tricampeão da prova-- despontam com boas chances de colocar o Quênia como a nação mais vitoriosa da fase internacional da prova, que começou em 1945. O país africano está empatado com o Brasil. Ambos têm dez triunfos na corrida.

Nicholas Koech, por exemplo, venceu a última Volta da Pampulha, em Belo Horizonte, e a 10k Rio. Nesta temporada, levou também a Meia Maratona de Bonn, na Alemanha. Chemwolo Kiprono Mutai, segundo na Pampulha, triunfou na São Silveira e na última Meia Maratona de São Paulo.

Entre as mulheres, o alvo a ser batido chama-se Nancy Kipron, bicampeã da Pampulha e ganhadora da 10k Rio. "A Nancy é a grande favorita. Mas estou bastante confiante com meus resultados, com os treinamentos. Vou dar trabalho", disse a brasileira Maria Zeferina Baldaia, campeã da São Silvestre de 2001 e terceira colocada no ano passado.

Com seis conquistas no feminino, o Quênia poderá se igualar a Portugal, que tem sete. O Brasil, que se alternou em primeiro lugar com as africanas em oito das últimas nove edições, possui cinco troféus.

No discurso, pelo menos, elas estão mais confiantes que os homens, que não contarão com Marilson dos Santos, principal fundista do país, lesionado. Vanderlei Cordeiro de Lima, que vai se aposentar amanhã, já avisou que correrá apenas para completar a prova.

Franck Caldeira, ouro na maratona dos Jogos Pan-Americanos de 2007, descartou vitória e disse que seu objetivo é apenas subir ao pódio. "Temos o nosso potencial. Os quenianos são incômodos. Mais uma vez será uma briga bacana", disse o vencedor da São Silvestre de 2006.

A largada da corrida entre os homens será às 16h52. O feminino terá início sete minutos antes. Com esses horários, haverá "disputa" entre homens e mulheres pelo primeiro posto.

 

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