Esporte
01/01/2009 - 08h08

Mulheres salvam Brasil de fiasco na São Silvestre-2008

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GIULLIANA BIANCONI
MARIANA BASTOS
RENAN CACIOLI
da Folha de S.Paulo

As mulheres salvaram o Brasil de um fiasco na 84ª edição da São Silvestre. Apesar de a campeã ter sido a etíope Yimer Wude Ayalew, as brasileiras ocuparam as outras quatro posições do pódio. A melhor atleta nacional foi Fabiana Cristine da Silva, que cruzou a linha de chegada em segundo, com o tempo de 52min28s, quase um minuto depois da campeã.

Já o pódio masculino foi dominado inteiramente por estrangeiros. O queniano James Kipsang venceu a prova, seguido por dois compatriotas: Evans Cheruiyot e Chemwolo Mutai. Marco Joseph, da Tanzânia, chegou em quarto, e o colombiano William de Jesus completou o pódio.

"A prova masculina é bem mais forte que a feminina. O nível dos estrangeiros na prova deles hoje foi bem maior que na nossa", justificou Fabiana.

Esse resultado ocorre justamente no ano em que a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) admitiu que pretende limitar o número de competidores estrangeiros em provas de menor porte no Brasil.

O brasileiro mais bem colocado, Raimundo Aguiar, completou a prova em sétimo. "Os africanos impuseram um ritmo poucas vezes visto. Até o km 5 eu tentei acompanhar, mas estava impossível suportar", afirmou Aguiar, que completou o percurso em 46min03s, mais de um minuto após o campeão da prova.

Os brasileiros obtiveram uma das piores performances da história da São Silvestre. Desde 1998, a corrida não assistia a um pódio masculino formado exclusivamente por estrangeiros. Uma das maiores esperanças brasileiras, Franck Caldeira abandonou no km 10.

Apesar de terem honrado o país, as brasileiras, em nenhum momento da prova, estiveram à frente. No início, a corrida foi liderada por Sarah Radhaman. A tanzaniana se manteve na ponta até a metade da prova, quando foi ultrapassada pela etíope.

Já a prova masculina começou embolada, com vários atletas africanos no primeiro pelotão. Somente um brasileiro, Gladson Barbosa, incomodou os estrangeiros na fase inicial.

Na metade da prova, o pelotão se reduziu para cinco atletas africanos. A partir do km 9, o queniano James Kipsang assumiu a ponta e se distanciou do pelotão. Manteve a primeira colocação até vencer a prova.

 

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