Nelsinho prevê dificuldades para equipes e abandonos na "nova F-1"
da Folha Online
Na preparação para sua segunda temporada na F-1, o piloto brasileiro Nelsinho Piquet, da Renault, disse que espera que todas as equipes passem por dificuldades por conta das mudanças no regulamento da categoria e previu muitos abandonos no GP da Austrália, que abre a temporada da categoria, no dia 29 de março.
| Jose Manuel Ribeiro /Reuters |
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| Renault de Nelsinho Piquet teve problemas mecânicos no treino de ontem, em Algarve |
"Com essas mudanças, tem muita equipe correndo atrás, com dificuldades. Tem equipe que nem sabe se vai usar o Kers [sistema de recuperação de energia cinética] ou não", declarou Nelsinho em entrevista ao site "Tazio".
"A Toyota, por exemplo, montou um carro com Kers e outro sem. Eles vão decidir em cima da hora o que vão usar. Se o Kers continuar dando problema, eles vão sem", disse.
"Foi uma mudança muito grande. Pode ser que na Austrália terminem só oito, seis carros. Não sei se a maioria vai ter carro para terminar a corrida", comentou o piloto.
Igualdade
Nelsinho também voltou a falar que espera ter o mesmo tratamento que a equipe concede ao seu companheiro, o bicampeão Fernando Alonso.
"Esse ano vai ser muito mais difícil ter ele como companheiro do que no ano passado. A gente não se conhecia, e eu até achava normal eles darem prioridade a ele", declarou.
"Mas agora não, é meu segundo ano aqui, então quero ver como a equipe vai reagir para dar chance aos dois pilotos da mesma forma. E não só na estratégia, mas até nos treinos, que são restritos no começo do ano", cobrou o brasileiro.
Nelsinho não quis estabelecer metas em relação à sua performance em 2009, mas ressaltou que buscará tirar o máximo do carro.
"Quero andar onde o carro for capaz de andar. Se ele for capaz de ganhar corridas, quero ganhar corridas. Se for capaz de marcar alguns pontos, igual no ano passado, vou tentar marcar pontos e ficar o mais próximo possível do Fernando, ou na frente dele, no campeonato", comentou o piloto.
O brasileiro também falou que a Renault precisa ser otimista no início do ano. "Precisa entrar no campeonato pensando em ganhar e achando que a gente pode ganhar. Se o carro vai ser capaz ou não de ganhar o campeonato, a gente ainda não sabe. Vamos fazer de tudo para desenvolvê-lo rápido", concluiu.
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