Esporte
27/01/2009 - 21h00

Governo italiano diz que caso Battisti não impedirá realização de amistoso

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da Efe

O governo italiano informou nesta terça-feira que não vai tentar impedir a realização do amistoso entre Brasil e Itália, apesar da proposta do cancelamento da partida em retaliação às autoridades brasileiras, que concederam asilo político ao ex-ativista de esquerda Cesare Battisti.

O subsecretário de Relações Exteriores italiano, Alfredo Mantica, havia pedido o cancelamento da partida marcada para o dia 10 de fevereiro, em Londres.

Por sua vez, o subsecretário de Esportes da Itália, Rocco Crimi, disse que o caso Battisti não deve interferir na realização de um evento esportivo.

"Os assuntos políticos ou diplomáticos, por mais que sejam relevantes e significativos, não devem comprometer a realização de eventos esportivas", disse Crimi em uma nota oficial.

O técnico da seleção italiana, Marcello Lippi, evitou comentar o assunto. "Isto é um assunto para o presidente da República, não para um treinador. Se falo algo, posso criar confusão", disse ele, segundo o jornal "La Gazzetta dello Sport".

Ontem, o técnico da seleção brasileira, Dunga, anunciou os 22 convocados para a partida.

A possibilidade de anulação da partida já havia sido considerada no último sábado pelo dirigente regional do partido italiano AN (Aliança Nacional) Carlo Fidanza, que pediu o boicote ao jogo à Federação Italiana de Futebol, enquanto participava de uma manifestação, realizada em Milão, em repúdio à decisão do governo brasileiro.

Para Mantica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "continua colocando em discussão a democracia e o sistema jurídico italiano".

A decisão de conceder refúgio político a Cesare Battisti, ex-militante do grupo PAC (Proletários Armados pelo Comunismo) na década de 70 e que foi condenado a prisão perpétua na Itália por quatro homicídios, foi tomada pelo ministro da Justiça brasileiro, Tarso Genro, no último dia 13.

Battisti foi preso no Brasil em 2007. Na segunda, o procurador Antonio Fernando de Souza recomendou ao STF (Supremo Tribunal Federal) o arquivamento do pedido de extradição.

 

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