Vettel descarta greve de pilotos por preço da superlicença da F-1
da Lancepress
O aumento do valor da superlicença aos pilotos da F-1 vem gerando muita polêmica nos últimos dias. Mas, mesmo com a insatisfação geral da GPDA (Associação dos Pilotos), o alemão Sebastian Vettel descartou a possibilidade de greve no GP da Austrália, prova de abertura do campeonato, dia 29 de março.
"Não vejo greve porque queremos pilotar. É preciso ter muito cuidado com este assunto, porque poderemos ver manchetes como 'Pilotos em greve'. Greve nunca foi abordada, mas é fato que não estamos felizes com o aumento", disse Vettel.
Em 1982, no GP da África do Sul, houve o primeiro e único caso de greve por causa das superlicenças.
Irritados com algumas cláusulas para a obtenção do documento e liderados pelo francês Didier Pironi, os pilotos se trancaram no saguão de um hotel e se recusaram a ir à pista nos treinos de sexta-feira em Kyalami. Houve até show de piano de Elio de Angelis e Gilles Villeneuve e um jogo de futebol improvisado.
Após promessas dos chefes de equipes, Teo Fabi e Jochen Mass "roeram a corda". O motim até resultou no fim das cláusulas, mas todos os grevistas, exceto Fabi e Mass, foram multados e só conseguiriam a superlicença se pagassem. A corrida acabou sendo disputada normalmente.
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