Esporte
19/02/2009 - 12h37

Nick Heidfeld diz não ter pago a polêmica superlicença da F-1

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da Efe

O alemão Nick Heidfeld, da BMW, declarou que não é um dos três pilotos que o presidente da FIA, Max Mosley, afirmou que já pagaram as superlicenças para poder competir no Mundial-2009 da F-1.

A GPDA (associação de pilotos da F-1) pediu a seus membros que não pagassem a superlicença, em protesto contra o aumento imposto pela FIA.

"Eu não paguei", declarou Heidfeld ao jornal "Gulf Daily News", no Barein, onde participa dos treinos no circuito de Sakhir. O alemão afirmou que a carta na qual a GPDA critica o grande aumento do preço das superlicenças representa exatamente seu ponto de vista sobre o assunto.

Polêmica

No último dia 13, o presidente da FIA, Max Mosley, publicou uma carta na qual convidava os pilotos "que não quiserem e não puderem" pagar a superlicença a abandonarem a F-1 e participarem "de outras competições nas quais possam ganhar muito bem a vida".

Na mensagem, enviada a todas as equipes de F-1 e ao detentor dos direitos comerciais da categoria, Bernie Ecclestone, Mosley oferecia "várias alternativas" aos pilotos que não estiverem de acordo com o pagamento das superlicenças, que para 2009 custam 10.400 euros.

No ano passado o aumento do preço das superlicenças foi de 1.725 para 10 mil euros, e esta tarifa agora é de 10.400 euros, mais 2.100 euros por cada ponto conquistado --além de um seguro obrigatório de 2.720 euros.

A GPDA pediu a seus associados que não paguem a superlicença enquanto negocia com a Fota (Associação de Equipes da F-1), e os pilotos chegaram a destacar a possibilidade de realizar uma greve para protestar pelo aumento no preço.

Mosley diz que está disposto a discutir o assunto com os pilotos, mas sob a condição de que eles divulguem seus salários, uma informação que considera imprescindível para negociar.

 

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