Título inédito não livra o Santos da crise financeira
FERNANDO BUSIANdo "Agora São Paulo"
Endividado por causa dos altos investimentos realizados nos dois primeiros anos da gestão de Marcelo Teixeira, o Santos pretende manter a folha de pagamento do futebol profissional no patamar de R$ 650 -o mesmo valor do primeiro semestre.
Um bom recado para os jogadores que têm contrato vencendo e planejam pedir aumento foi dado ontem após o anúncio da renovação de contrato do técnico Emerson Leão.
Para atender aos pedidos de Robinho e Diego, que mesmo com contratos em vigência querem aumento, o Santos vai depender de outros jogadores.
Robert ganha R$ 125 mil. Se o meia quiser ficar, vai ter de aceitar um salário de R$ 40 mil. Dessa forma, o restante poderia ser repassado ao dois jovens craques.
Reforços também não devem ser muitos.
"Chega de correr atrás dos outros. Agora são os outros que têm que procurar o Santos. Quem não quer jogar no campeão brasileiro e receber salários em dia? Além de termos nos livrado da fila, nosso time está pronto e ainda temos outros garotos para serem lançados", disse o diretor de futebol Francisco Lopes.
Segundo cartola, o maior grande esforço já foi feito e agora é só tentar renovar alguns contratos. "Só vamos contratar o que estiver no nosso alcance e jogadores que se enquadrem na nossa política salarial. Nosso objetivo maior, agora que já conseguiremos manter Leão, é procurar segurar todos os jogadores que estão com o contrato no fim."

