Esporte
03/05/2009 - 10h24

"Motores", baixinhos são faz-tudo dos finalistas em São Paulo

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PAULO COBOS
da Folha de S.Paulo

Corinthians e Santos, que decidem neste domingo o Campeonato Paulista, têm em seus jogadores mais baixos, entre os que formam os times titulares, seus maiores operários.

O corintiano Jorge Henrique, 1,69 m, e o santista Madson, só 1,60 m, que nasceram em cidades quase vizinhas no interior do Estado do Rio de Janeiro, destacam-se em praticamente todos os fundamentos de um jogo de futebol.

Na defesa, o porte físico dos dois não impede que eles ajudem na marcação, tarefa importante taticamente em se tratando de jogadores que atuam mais avançados.

Madson, 22, tem média de 6,7 desarmes por jogo, a maior entre todos os atacantes dos quatro grandes na competição. Jorge Henrique, 26, tira a bola dos rivais 4,6 vezes por partida, mais do que fazem juntos Ronaldo e Dentinho, os outros atacantes no esquema do técnico Mano Menezes.

Mas é quando estão com a bola que eles viram mesmo os motores de seus times.

Do provável Santos titular para a final, Madson, cuja altura declarada é motivo de dúvida para muitos (ele aparenta ter menos de 1,60 m), é o jogador que mais distribui passes. Ele é o atleta do time do litoral que mais sofre faltas. Tem ainda o maior número de assistências e é o segundo em finalizações. Ainda é o principal responsável por cruzamentos.

No lado corintiano, Jorge Henrique já foi motivo de fartos elogios do seu treinador por seu empenho tático. E parte disso aparece no Datafolha.

O ex-jogador do Botafogo-RJ é quem mais apanha no time. É o vice-líder em assistências. E aparece entre os três melhores no aproveitamento nos passes e nas bolas recebidas.

Os dois baixinhos ainda encontram fôlego para conseguir balançar as redes às vezes.

 

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