Fusão entre Perdigão e Sadia cria "novo" patrocinador para o Corinthians
da Folha Online
A fusão entre a Sadia e a Perdigão, anunciada oficialmente nesta terça-feira, irá mexer com o Corinthians. A Perdigão é a dona da Batavo, empresa de laticínios que costuma estampar sua logomarca no peito da camisa do campeão paulista.
No anúncio da fundação da BRF Brasil Foods S.A, nascida da fusão das duas empresas, os presidentes dos conselhos da Sadia, Luiz Fernando Furlan, e da Perdigão, Nildemar Secches, exibiram um modelo antigo de uniforme corintiano estampado com a logomarca da nova gigante do setor de alimentos.
| Sebastião Moreira/Efe |
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| O presidente da Perdigão, Nildemar Secches (esq.), e Luiz Fernando Furlan mostram a nova marca, que pode ser estampada na camisa do Corinthians, hoje patrocinado pela Perdigão |
Procurada pela reportagem da Folha Online, a assessoria de imprensa corintiana afirmou desconhecer a possibilidade da alteração da marca estampada no uniforme.
Questionado sobre o assunto durante o anúncio oficial da fusão, o presidente da Sadia, Luiz Fernando Furlan, deixou aberta a possibilidade. "Isso vai depender da programação do departamento de marketing", disse o executivo, que é corintiano.
No empate por 0 a 0 com o Botafogo, no domingo, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, o patrocinador substituiu a marca da Batavo por uma propaganda da Perdigão, já envolvida em rumores sobre sua união com a antiga concorrente.
A Batavo é a principal patrocinadora do Corinthians desde março. Pelo acordo válido até o fim deste ano, o time do atacante Ronaldo irá receber R$ 18 milhões. O contrato prevê ainda bônus ao clube por metas alcançadas --caso seja campeão brasileiro ou conquiste vaga na Libertadores de 2010, pode embolsar mais R$ 1 milhão.
Brasil Foods
A nova empresa nasce como décima maior do setor de alimentos das Américas, segunda maior indústria alimentícia do Brasil (atrás apenas do frigorífico JBS Friboi), maior produtora e exportadora mundial de carnes processadas e terceira maior exportadora brasileira (atrás de Petrobras e da mineradora Vale).
Com cerca de 119 mil funcionários, 42 fábricas e mais de R$ 10 bilhões em exportações por ano (cerca de 42% da produção), a gigante surge com um faturamento anual líquido de R$ 22 bilhões.
A fusão foi concretizada depois de meses de negociações. A elaboração final do contrato, informa a reportagem, foi marcada por muitas idas e vindas entre advogados e executivos de bancos de investimentos envolvidos no acordo.
As discordâncias eram com relação ao valor patrimonial do banco Concórdia, que pertence à Sadia. Desde o início, estava decidido que a área financeira do grupo ficaria fora da BRF. A avaliação de seu valor para baixo, no entanto, significou milhões de reais a menos em ações, para os acionistas da Sadia.
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