Na apresentação, atacante Obina modifica rotina no Palmeiras
RENAN CACIOLI
da Folha de S.Paulo
Fazia tempo que o CT do Palmeiras não vivia dia tão movimentado quanto o de ontem.
Tudo por causa de Obina. Apresentado pelo presidente do clube, o polêmico centroavante já treinou e se disse pronto para jogar na quinta-feira.
"Estou bem [fisicamente], vinha jogando. Se ele precisar de mim, vou estar lá", falou o atacante, deixando a cargo do técnico Vanderlei Luxemburgo a decisão de utilizá-lo ou não ante o Nacional do Uruguai.
Antes que Luiz Gonzaga Belluzzo, mandatário palmeirense, entregasse ao centroavante a camisa de jogo da equipe, Obina já havia vestido a de treino.
No coletivo, quando formou o trio de ataque da equipe reserva com Lenny e Ortigoza, o ex-atleta do Flamengo pegou pouco na bola. Com a atividade sendo interrompida diversas vezes para que Luxemburgo arrumasse seus jogadores, Obina mais ouviu do que produziu.
A presença maciça da imprensa e de curiosos grudados ao alambrado à espera dos primeiros toques de Obina alterou o status do treino tático.
Não por admiração ao futebol do jogador, mas pela surpresa que o anúncio de sua chegada causara um dia antes.
"Quando cheguei ao Flamengo foi a mesma história. Muitos não acreditavam em mim", disse o atacante de 26 anos.
Amado e odiado por rubro-negros, Obina teve fama de predestinado por marcar em jogos decisivos. Acabou deixando o clube sob protesto, já que não faz gol desde novembro.
"A partir de agora, será vida nova. Agradeço ao Flamengo, mas hoje visto esta camisa [do Palmeiras] de corpo e alma", disse Obina, que é alvo de desconfiança dos palmeirenses.


avalie fechar
avalie fechar
avalie fechar