Corinthians fecha espaços no meio e irrita o Inter por título
PAULO GALDIERI
RODRIGO MATTOS
da Folha de S.Paulo, enviados especiais a Porto Alegre
Havia a promessa de um inferno no Beira-Rio, feita pelos cartolas colorados. Havia reclamações do Internacional de supostos favorecimentos de arbitragem ao Corinthians. A consequência foi um jogo nervoso, com impaciência e agressões dentro do campo, principalmente protagonizadas pelos jogadores colorados.
Nem a vantagem corintiana construída no primeiro tempo, que praticamente lhe dava o título, amenizou o clima tenso, que resultou em dois jogadores expulsos.
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| Almeida Rocha/Folha Imagem |
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| André Santos (esq.) e Dentinho comemoram gol do Corinthians na conquista do título |
Poucos minutos do primeiro tempo, D'Alessandro já peitava atletas do Corinthians e o árbitro. Após dois ataques, tomou seu cartão amarelo.
Mais tranquilo em campo, o time paulista soube aproveitar os espaços da defesa rival. Aos 20min, André Santos avançou pela esquerda e cruzou com perfeição para Jorge Henrique, sozinho no meio da área, fazer de cabeça. Foi seu segundo gol nas duas partidas da decisão diante do Inter.
Aos 29min, Ronaldo, que perdeu dois gols, deu belo toque para André Santos, que chutou forte e preciso no ângulo, aumentando a vantagem.
A supremacia corintiana pode ser explicada pelo esquema de Mano Menezes, no qual os dois atacantes, Jorge Henrique e Dentinho, fechavam o meio-campo. Assim, o time paulista marcava com nove homens, exceção só de Ronaldo, enquanto o Inter tinha uma linha de três homens ofensivos que não ajudavam atrás.
Esse cenário podia ser visto desde o início do jogo. A torcida colorada demonstrava impaciência com a necessidade do gol e pedia pressão --contava até o tempo em que a bola ficava com o goleiro Felipe.
Só que, bem postado em campo, o Corinthians não dava espaço e irritava os adversários. E a única ameaça real ao gol corintiano na primeira etapa foi um chute de Nilmar, bem defendido por Felipe.
"Praticamente [botamos a mão na taça]. Mas faltam mais 45 minutos", contou Douglas, no intervalo. "É muito difícil tomarmos seis", reconheceu o goleiro Felipe, errando o número de gols necessários ao Inter para obter o título --eram cinco.
Para o segundo tempo, a calma corintiana se tornou até excessiva, como já acontecera em outros jogos da Copa do Brasil. Acreditando já ter garantido um placar amplo, relaxou a partir dos 20min.
Seis minutos depois, Alecsandro recebeu na frente de Felipe e fez o primeiro gol. Também o atacante, em nova distração corintiana, marcou o segundo, em cabeçada.
Então, Cristian caiu em campo para fazer cera. D'Alessandro o atacou para tirá-lo de campo. Outros jogadores do Inter o seguiram.
Armou-se uma confusão entre os times, e o árbitro expulsou o meia argentino. Foi a senha para D'Alessandro tentar bater em William: perseguiu-o pelo campo, mas o capitão corintiano fugiu para evitar o cartão vermelho.
Sem um jogador, o Inter perdeu o ímpeto. E passou a bater, de forma ríspida. O Corinthians evitava fazer o mesmo, mas Elias, após uma entrada mais dura, também foi expulso. O técnico corintiano saiu por invadir o campo. Voltou a campo para festejar.
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Se meu time nunca ganhou uma Copa Libertadores , não vou valorizar tanto ela, né? Depois que ganharmos, aí sim , vou dizer que ela é uma maravilha. Torcedor é assim mesmo.
Cada um tem seu próprio Ranking.
Sou Corinthiano apaixonado. Não conheço ninguém que ame mais o Corinthians do que eu. No meu Ranking o Timão é o melhor disparado, mesmo que caia para a 3ª divisão do Paulista.
Feliz Natal!
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