Federer vence "maratona" em Wimbledon, bate recorde e volta ao topo
da Folha Online
Pela 19ª vez em 21 encontros com Andy Roddick, Federer se saiu melhor. Mas a vitória deste domingo, na decisão de Wimbledon, não teve nada de rotineira. Com o título em Londres, o suíço reassumiu a liderança do ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) e ficou isolado como maior vencedor de torneios de Grand Slam na história.
Mas para chegar ao seu 15º título em competições de primeira linha e ultrapassar Pete Sampras, Federer precisou correr muito atrás do seu maior "freguês" no circuito profissional.
A partida durou 4h16min e teve o suíço aplicando 3 sets a 2 no norte-americano, com parciais de 5/7, 7/6 (8/6), 7/6 (7/5), 3/6 e incríveis 16/14 --a tradicional competição não prevê tie-break no quinto set.
O título deste domingo foi o sexto de Federer na grama de Wimbledon. Ele foi finalista das últimas sete edições do torneio --perdeu apenas no ano passado, em uma final épica contra o espanhol Rafael Nadal.
Nadal, aliás, não pôde defender o título da última temporada. Com problemas nos joelhos, o espanhol abdicou de participar do Grand Slam londrino e abriu espaço para a volta de Federer ao topo do ranking.
Dono de um recorde de 237 semanas consecutivas como número um do mundo, o suíço irá reaparecer na liderança da lista classificatória de tenistas, perdida no dia 18 de agosto do ano passado.
No sábado, a norte-americana Serena Williams faturou seu terceiro título da chave feminina de simples de Wimbledon ao derrotar Venus, sua irmã, por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/3) e 6/2.

