Em má fase, Washington fica perto da reserva no São Paulo
CAROLINA ARAÚJO
da Folha de S.Paulo
A última comemoração de Washington aconteceu em um distante 31 de maio, na vitória por 3 a 0 contra o Cruzeiro, no Morumbi, pelo Brasileiro. Desde então, além do jejum de gols, o atacante são-paulino tem colecionado más atuações.
Passou a reclamar constantemente dos erros nos passes dos companheiros e se mostrou insatisfeito quando substituído. Por conta de seu descontentamento, foi inclusive considerado um dos pivôs da demissão do técnico Muricy Ramalho.
E o camisa 9, coartilheiro do Brasileiro-2008 (quando defendia o Fluminense), com 21 gols, corre sério risco de começar o duelo contra o Flamengo, domingo, no banco. Ontem, Hugo formou dupla com Borges no treino tático comandado por Ricardo Gomes. Washington figurou entre os reservas.
Mas o atacante vive um paradoxo. Apesar do jejum de gols, Washington melhorou em alguns aspectos seu desempenho em campo em comparação com o Campeonato Paulista, quando foi artilheiro do time tricolor, com 12 bolas nas redes.
Segundo o Datafolha, a pontaria do artilheiro apresentou até uma ligeira melhora ao longo da temporada. Enquanto no Paulista o camisa 9 acertava 40% dos chutes a gol, no Nacional 42,1% de suas tentativas tomam na direção certa.
Washington também se aprimorou nos passes. Seu índice de acerto no Brasileiro é de 80%, contra média de 74,8% de passes certos no Estadual.
Entretanto o atacante tornou-se menos acionado por seus companheiros de São Paulo. No Nacional, Washington recebe, na média, 18,5% menos passes do que no Paulista.
Essa é, inclusive, sua mais frequente justificativa para explicar a fase ruim. Segundo Washington, as dificuldades na armação de jogadas vêm atrapalhando o desempenho dos atacantes da equipe tricolor.
Porém Borges, seu mais frequente colega de ataque, parece não padecer do mesmo mal. O camisa 17 é mais participativo --recebe, em média, 21,9 passes por jogo, contra 16,4 de Washington-- e chuta mais a gol. Seu índice é de 3,1 finalizações por duelo, enquanto a média do companheiro fica em 1,9 tentativa por partida.
O resultado é evidente: Borges marcou três gols no Nacional, e Washington, apenas um.
Ontem, durante o treino tático, Ricardo Gomes testou diversas formações táticas.
Adepto do 4-4-2, o treinador montou o time com três zagueiros --Miranda, Jean Rolt e Renato Silva-- e pôs Arouca, Jean e Hugo na equipe. Além de Washington, Zé Luís, Jorge Wagner e Eduardo Costa, até então titulares, foram sacados.
Retorno
O goleiro Rogério participou ontem de seu primeiro treino com bola desde que sofreu lesão no tornozelo esquerdo, no dia 13 de abril. Durante a atividade, ele correu, defendeu chutes, saltou e repôs bolas. Segundo o fisioterapeuta do clube, Luís Rosan, o arqueiro entrou na etapa final de recuperação três semanas antes do previsto.
"Se tudo correr bem, em duas ou três semanas ele estará liberado para jogar."


avalie fechar
Galera vamu comemorar em casa, e com a galera toda presente, Borges, Dagol Jean...a massa tricolor!!!!
Pra cima tricolor...
avalie fechar
Aproveitando a deixa, sim, somos máquinas, maquinas de jogar para ganhar, com planejamento, planejamos o ano e com isso podemos pagar os nossos compromissos, diferentemente de outros "clubes", planejamos tambem nossas contratações, assim podemos "quase" que invariávelmente montar a melhor equipe.
Quanto ao tal penta campeonato, talvez fosse melhor ir até o site da CBF e ver o campeão de 1992.
avalie fechar