Esporte
09/07/2009 - 14h02

Após novo racha, escuderias de F-1 voltam a falar em categoria paralela

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da Folha Online
da Lancepress

Um dia depois de abandonarem o encontro em Nürburgring (ALE) que definiria o regulamento da F-1 para a próxima temporada, as oito equipes da Fota (associação das escuderias) voltaram a ameaçar a criação de uma categoria paralela em 2010.

Na quarta-feira, representantes de Ferrari, McLaren, Renault, BMW Sauber, Red Bull, Toro Rosso, Toyota e Brawn deixaram a reunião após serem informados pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) que a inscrição dos times ainda estavam em condicional e que eles não teriam direito a voto.

"Os planos para uma nova categoria não foram enterrados. Espero que a paz selada na reunião de Paris seja real mas, se algo acontecer, temos alternativas", disse o vice-presidente da Fota, John Howett, que comanda a Toyota.

A FIA divulgou nesta quinta uma nota oficial informando que as escuderias sabiam que a Fota não teria influência na escolha do regulamento, porque qualquer nova regra necessitava ser aprovada por unanimidade para ser implementada.

Além dos oito times ligados à entidade, outras cinco equipes estão inscritas no próximo Mundial: Williams e Force India, que estão suspensas da Fota, e as novatas Manor, Campos e US F1.

"Antes da decisão da Fota de deixar o encontro, o presidente da FIA escreveu duas vezes ao presidente da Fota [Luca di Montezemolo] para lembrá-lo de que as mudanças no regulamento para 2010 precisavam ser aprovadas por unanimidade pelos cinco times que entraram no próximo campeonato com as regras como haviam sido publicadas", diz trecho da nota.

O novo impasse na F-1 é relacionado ao peso mínimo dos carros para a temporada do ano que vem. Atualmente, o limite é de 605 kg. Para o próximo campeonato, havia uma ideia preliminar de que os monospostos teriam 15 kg a mais --já que não haverá mais reabastecimento durante as provas e os tanques terão que estar aptos a carregar mais combustível.

A crise anterior era relacionada à imposição de um limite opcional de gastos de 40 milhões de libras (R$ 128,1 milhões), que traria benefícios técnicos às equipes que o adotassem. Por não concordar com a decisão unilateral a FIA, a Fota ameaçou romper com a federação e organizar um campeonato paralelo em 2010.

A paz foi selada no dia 24 de junho, em reunião extraordinária do Conselho Mundial. O acordo entre as equipes e entidade derrubou a adoção do teto e vetou a tentativa de reeleição de Max Mosley à presidência da FIA. A eleição para o cargo será em outubro.

Comentários dos leitores
Valter Salgado (11) 08/11/2009 10h42
Valter Salgado (11) 08/11/2009 10h42
Infelizmente a verdade é uma só:
No Brasil, se não for o número 1 não vale nada.
No restante do planeta o cara é 3º, 4º até 5º e é tratado como herói.
Só prá lembrar.............uma categoria mundial como a F1, apenas o fato de sentar em um daqueles carros, já é uma vitória.
sem opinião
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Antonio Dorneles (2) 07/11/2009 11h02
Antonio Dorneles (2) 07/11/2009 11h02
engraçado como certas pessoas recomendam alguém se não tem coragem de contratar.
Isto não é de um líder. Isto é de jogador que com sobras poe umas fichas naquele cara. BABAQUICE HEIN BRAWN...
1 opinião
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Luis Donadio (66) 05/11/2009 17h44
Luis Donadio (66) 05/11/2009 17h44
É engraçado como as notícias procuram motivos da saída da Toyota da F1. A equipe com um dos maiores orçamentos da categoria, não conseguiu nenhum grande resultado, mesmo injetando muita grana na equipe. Mas ninguém cita que este dinheiro foi muito mal aplicado, com a contratação de pilotos medianos (O Kobayashi mostrou que consegue andar com o carro do jeito que está e nem é ainda um grande piloto) e péssima administração. Nenhum negócio vai pra frente se não houver capacidade técnica, grana e bons funcionários que estejam motivados. 2 opiniões
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