Esporte
17/07/2003 - 08h24

Equipe de apoio incha a delegação do Brasil no Pan

PAULO COBOS
GUILHERME ROSEGUINI

da Folha de S.Paulo

Eles não entram na disputa direta por medalhas, mas integram o grupo que mais cresceu na delegação brasileira que vai disputar, no mês que vem, os Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo.

No contingente recorde de 721 pessoas que vai viajar à capital da República Dominicana, 242 se enquadram no termo genérico "equipe de apoio". São médicos, técnicos, assistentes e assessores administrativos do país.

Em relação ao Pan de Winnipeg (Canadá), há quatro anos, esse é o grupo que mais aumentou na delegação. No Canadá, 179 dos 615 enviados para a competição compunham o time de apoio --houve um crescimento de 36%.

A cifra ganha ainda mais importância quando se constata que o número de atletas inchou bem menos no mesmo período --foi de 436 para 479, cerca de 10%.

Em Santo Domingo, segundo dados divulgados ontem pelo Comitê Olímpico Brasileiro, o país terá 184 pessoas no corpo técnico e 45 médicos. Outros 13 cuidarão das funções administrativas.

Segundo o chefe da delegação na República Dominicana, Marcus Vinicius Freire, o crescimento do número de profissionais que trabalham nos bastidores é condizente com a nova realidade do esporte no Brasil.

"Muita coisa mudou de Winnipeg para cá. Alguns esportes ganharam uma conotação muito mais profissional, e por isso foi necessário aumentar o número de técnicos", afirmou o dirigente.

Freire utiliza como exemplo para sua teoria o triatlo, prova em que os atletas misturam três modalidades: natação, ciclismo e corrida. "Até o último Pan, levávamos um só técnico. Agora temos especialistas em cada área, o que facilita a preparação", contou.

O incremento do time de apoio para Santo Domingo foi custeado, segundo o coordenador da delegação, com recursos da Lei Piva.

Em 1999, o COB ainda não contava com a verba das loterias, que renderam, somente no ano passado, R$ 43 milhões para a entidade --desse total, 44% foi repassado às confederações nacionais.

"Até o último Pan, trabalhávamos com orçamento próximo a zero para a equipe de apoio. Hoje podemos oferecer mais qualidade aos atletas", disse Freire.

O dirigente explica que agora pode, inclusive, mudar o planejamento da equipe médica.

Até Winnipeg, o COB utilizava profissionais que atendiam todas as modalidades. Em 2003, médicos especialistas das confederações poderão acompanhar os competidores no torneio.

Parte da delegação que vai ao Pan já tem compromisso hoje. Às 15h30, no Palácio do Planalto, cerca de cem atletas acompanhados por cartolas serão recebidos pelo presidente Lula em Brasília.

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