Esporte
02/10/2009 - 14h10

Rio vence disputa por Jogos-2016 com projeto mais caro entre as finalistas

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da Folha Online
da Efe

A candidatura olímpica do Rio de Janeiro para 2016, escolhida como vencedora nesta sexta-feira na eleição do COI (Comitê Olímpico Internacional), apresentou o projeto mais caro entre as quatro aspirantes --Chicago, Madri e Tóquio também concorriam.

O alto custo chega a US$ 13,92 bilhões, dos quais 72% correspondem ao orçamento destinado às diversas obras de infraestrutura necessárias, incluindo as reformas do aeroporto e do metrô.

A candidatura carioca apresentou garantias plenas para pagar o alto preço dos Jogos, que foram assumidas em partes iguais pelos governos federal, estadual e municipal.

O orçamento operacional soma US$ 2,82 bilhões e será financiado em parte pelo COI (31%), patrocinadores (20%) e a venda de entradas (14,4%), porcentagem que equivale a apenas US$ 406 milhões, a menor renda de ingressos entre as quatro candidatas.

Os organizadores esperam vender 7,1 milhões de entradas, um número também baixo, apesar de o preço previsto ser de aproximadamente US$ 35 por espetáculo.

No capítulo de infraestruturas, a candidatura do Rio pretende gastar US$ 11,1 bilhões, que correspondem a obras de transporte (50%), saneamento (12%), energia (8%), segurança (7%), instalações esportivas (4%), Vila Olímpica (4%), outras vilas (8%) e centro de imprensa (2%), entre outras.

No que diz respeito às praças esportivas, os Jogos do Rio contarão com 33 instalações, sendo que dez delas já estão concluídas e não necessitarão de reformas fundamentais, oito serão reformadas, nove serão construídas de zero e ainda serão instaladas outras seis estruturas temporárias.

A Vila Olímpica contará com 32 prédios de 12 andares e capacidade para 17.700 camas e alojará a metade dos atletas a menos de 10 minutos a pé de seus centros de competição.

No entanto, tanto a Vila como a maioria das instalações estão localizadas a 35 quilômetros da principal área hoteleira, nos bairros de Ipanema e Copacabana, onde a grande maioria do público ficará hospedada.

As enormes distâncias representam um desafio para o sistema de transporte que, se não funcionar com perfeição, pode criar problemas críticos, segundo o relatório do COI.

Por isso, foi desenhado um caro programa de melhorias, que significará um importante legado para a cidade e que, em grande medida, será executado mesmo que o Rio não fosse escolhido para sediar os Jogos.

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O sistema de transporte terá 70 quilômetros de pistas duplas exclusivas para ônibus, ainda por construir, que custarão US$ 1,23 bilhão e que apoiarão os 300 quilômetros de pistas que serão reservados para a livre circulação dos veículos da "família olímpica".

Além disso, serão concluídas as obras do anel viário (US$ 600 milhões), será ampliado o sistema de metrô e de trem (US$ 1,31bilhão), será renovado o parque de composições destas linhas (US$1,35 bilhão) e será ampliado o aeroporto internacional (US$ 400 milhões).

A oferta de alojamento garante 13.000 quartos de hotel, 25.000 em vilas de nova construção, 8.500 em seis navios de cruzeiro ancorados no porto e 1.700 apartamentos.

O COI pôs em dúvida as garantias apresentadas para os navios e apartamentos e alertou ainda sobre os riscos financeiros na construção das vilas.

A maior delas, perto da Vila Olímpica e o núcleo central dos Jogos, abrigará 15.000 profissionais em apartamentos duplos de três estrelas.

Comentários dos leitores
Ricardo Teixeira não deve estar nada feliz com o novo cartola despontando no esporte, Nusman. sem opinião
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Sergio Brasil (70) 19/11/2009 16h25
Sergio Brasil (70) 19/11/2009 16h25
O mundo viu ontem a atuação lamentável da polícia do Rio no jogo Cerro x Fluminense. Será que para apartar briga entre jogadores é necessário usar cacetetes de mais de um metro e gás pimenta contra os jogadores? Me pareceu uma força desnecessária contra os jogadores paraguaios. sem opinião
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Isaías Santana (33) 11/11/2009 15h28
Isaías Santana (33) 11/11/2009 15h28
Caro amigo Barata, desculpe a demora em responder; mas sou funcionário público e, ao contrário do q muitos pensam neste e em outros fóruns, estou suando a camisa em um cargo onde tenho q matar alguns leões por dia. Confesso q costumo não responder a alguém em particular, pois estamos aqui p/ expor idéias (simples assim, sabe?) e não p/ expor pessoas, quem quer q seja, por mais incultas q elas nos possam parecer. Quanto aos PTOS, acredito q podemos usar qqer um dos listados, uma vez q ambos dão margem a continuar a idéia. Eu preferiria o parágrafo, uma vez q posso mudar o rumo da idéia, o de seguimento me faria manter o mesmo tom. Agora, embora vc não tenha falado, existem outras opções de terminar o período. Em hipótese nenhuma usaria o pto final, pois acho q uma notícia dessas merece um outro comentário q nos faça refletir, pensar em sugestões, em mudança de postura. Nesse caso caberia até um de interrogação, correto? Agora se vc decidir concluir isto assim, seco, sem vontade de mudar nada, apático diante de tanta calamidade, esperando a bala tocar a pele; então eu terei, surpreso, q acabar com um de exclamação, não acha?
Grande abraço, Isaías.
36 opiniões
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