Esporte
04/10/2009 - 10h32

Lula repete slogan de Obama e fala em fim de favelas

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LUCIANA COELHO
RODRIGO MATTOS
SÉRGIO RANGEL
da Folha de S.Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou a entrevista coletiva na manhã de sábado, em Copenhague, para fazer promessas de longo prazo. Assumiu compromissos para quando já não estará no cargo, buscou capitalizar politicamente a escolha do Rio para sediar a Olimpíada de 2016 e colocou a decisão como um de seus trunfos na arena internacional.

No cenário, incluiu a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), sua favorita na eleição de 2010 e catapultada a uma das coordenadoras do plano olímpico.

O presidente repisou conquistas recentes, embaladas por anos de estabilidade econômica e pelo bom momento criado pela descoberta do pré-sal, como mérito da mudança de mentalidade que implantou no governo, de forma a tornar indissociável de sua figura o sucesso externo crescente.

"Não é pouca coisa para um país que era tratado como um paisinho de Terceiro Mundo até outro dia. Esse país entrou no cenário internacional para ficar", disse, ao listar feitos.

E entrou, de acordo com seu raciocínio, porque ele assumiu que o Brasil "podia''. Ao longo da entrevista, repetiria exaustivamente "Sim, nós podemos'', versão para o português do slogan do americano Barack Obama na campanha presidencial.

"A diferença entre mim e as outras pessoas que governaram este país é que eu tenho de provar todo dia que o Brasil vai dar certo'', afirmou, repetindo seu otimismo como um fator crucial para que o Brasil ganhasse dimensão. "Para mim não tem tempo feio. A única coisa impossível é Deus pecar. De resto não tem nada impossível.''

O presidente anunciou que logo que voltar ao Brasil, no fim desta semana, após visitas a Bruxelas e Estocolmo, marcará uma reunião dos governos federal, estadual e municipal para discutir como trabalhar com o projeto olímpico.

Segundo Ricardo Leyser, principal executivo do Ministério do Esporte na coordenação do projeto da Rio-2016, a reunião será capitaneada por Dilma. Anteontem, a ministra já chamou para si a responsabilidade de controlar gastos na empreitada de sete anos.

Outro ponto enfatizado desde a chegada à Dinamarca e repetido ontem é a integração dos três níveis de poder. Na bancada, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, ambos do PMDB, foram vendidos pelo presidente como os responsáveis por conduzir o processo lá na frente.

"Eu só tenho mais um ano e meio'', afirmou. "Mas este menino estará aí mais seis anos'', disse, sobre Cabral, "reelegendo'' o governador. "E este menino pode ser prefeito de novo até lá'', emendou, sobre Paes.

Lula citou os programas que associou à Olimpíada, como o Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e os mecanismos de distribuição de renda.

E falou, com a ressalva de que "a Olimpíada não se comprometeu a acabar com favela'', que, se tudo seguir no ritmo atual e o projeto olímpico atrair o investimento esperado, as favelas do país virarão bairros com casas de alvenaria.

Comentários dos leitores
Ricardo Teixeira não deve estar nada feliz com o novo cartola despontando no esporte, Nusman. sem opinião
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Sergio Brasil (70) 19/11/2009 16h25
Sergio Brasil (70) 19/11/2009 16h25
O mundo viu ontem a atuação lamentável da polícia do Rio no jogo Cerro x Fluminense. Será que para apartar briga entre jogadores é necessário usar cacetetes de mais de um metro e gás pimenta contra os jogadores? Me pareceu uma força desnecessária contra os jogadores paraguaios. sem opinião
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Isaías Santana (33) 11/11/2009 15h28
Isaías Santana (33) 11/11/2009 15h28
Caro amigo Barata, desculpe a demora em responder; mas sou funcionário público e, ao contrário do q muitos pensam neste e em outros fóruns, estou suando a camisa em um cargo onde tenho q matar alguns leões por dia. Confesso q costumo não responder a alguém em particular, pois estamos aqui p/ expor idéias (simples assim, sabe?) e não p/ expor pessoas, quem quer q seja, por mais incultas q elas nos possam parecer. Quanto aos PTOS, acredito q podemos usar qqer um dos listados, uma vez q ambos dão margem a continuar a idéia. Eu preferiria o parágrafo, uma vez q posso mudar o rumo da idéia, o de seguimento me faria manter o mesmo tom. Agora, embora vc não tenha falado, existem outras opções de terminar o período. Em hipótese nenhuma usaria o pto final, pois acho q uma notícia dessas merece um outro comentário q nos faça refletir, pensar em sugestões, em mudança de postura. Nesse caso caberia até um de interrogação, correto? Agora se vc decidir concluir isto assim, seco, sem vontade de mudar nada, apático diante de tanta calamidade, esperando a bala tocar a pele; então eu terei, surpreso, q acabar com um de exclamação, não acha?
Grande abraço, Isaías.
36 opiniões
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