Esporte
15/10/2009 - 09h04

Bolas paradas de Verón foram determinantes para classificação da Argentina

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RODRIGO BUENO
da Folha de S.Paulo, em Montevidéu

Maradona mexeu de novo na Argentina, Oscar Tabárez manteve sua base, e o jogo de ontem foi equilibrado, truncado, com poucas chances de gol.

Os argentinos partiram para um 4-4-2, com Verón reaparecendo no time após cumprir suspensão contra o Peru. E o destaque da Libertadores melhorou bem o meio argentino, cadenciando o jogo e sendo perigoso com a bola parada.

O Uruguai saiu para pressionar, teve as primeiras boas chances do jogo, com Luis Suárez e Scotti. E quase o atacante do Ajax marca em uma divida com o goleiro Romero.

Na etapa inicial, por algumas entradas mais ríspida, o árbitro paraguaio Carlos Amarilla deu cartões amarelos para Heinze, Maxi Pereira e Diego Pérez.

O nervosismo em campo, inclusive dos mandantes, era nítido. Foram poucas as intervenções dos goleiros.

Com seu 3-5-2, os uruguaios chegavam mais vezes pela laterais, em especial pelo setor direito da defesa rival, onde Otamendi, que jogou de zagueiro contra o Brasil, fez as vezes de lateral. Do outro lado, Heinze, que foi zagueiro ante o Peru, ajudava a proteger o visitante.

A Argentina passou a crescer, mantendo a posse de bola. O Uruguai recuou. Com Messi apagado, o visitante terminou melhor no primeiro tempo.

Maradona, que chegou ao Centenário dizendo repetidamente "tudo bem" aos repórteres, passou o tempo todo em pé no limite da área técnica, gesticulando algumas vezes com seus jogadores, como Di Maria.

O segundo tempo começou sem modificações nas equipes --e com mais demora para que o jogo do Equador ficasse o máximo possível "na frente". Logo no início, vários fogos tomaram conta do Centenário. Com a notícia do gol do Chile, as duas torcidas cantaram juntas.

Nesse momento, os reservas dos dois lados faziam aquecimento. Foi possível perceber um membro da comissão técnica da Argentina confirmar o gol do Chile para Maradona.

Tabárez, do outro lado, fez a primeira substituição. Em busca da vaga direta, colocou Cavani no lugar de Jorge Rodríguez. O Uruguai foi para a frente, porém, cedeu mais espaços.

Com Verón confirmando a grande fase, a Argentina se mostrava muito mais segura em campo do que nas outras partidas como visitante, quando foi até presa fácil para Bolívia, Equador e Paraguai.

A notícia do gol do Chile deixou o jogo melhor, com os times mais tranquilos e se arriscando mais. A briga agora era para ver quem ficava em quarto lugar ou ia direto ao Mundial.

Em dois escanteios cobrados por Forlán, quase os donos da casa abriram o placar. Suárez, pela direita, também levou perigo em cruzamento para o time de Maradona, que se preocupou mais também para o clássico com o jogo aéreo -Schiavi se firmou como zagueiro também por ser alto.

PUBLIFOLHA/PUBLIFOLHA

Tabárez mexeu de novo, colocando Cristian "Cebolla" Rodríguez, recuperado de lesão, e tentou uma pressão no final.

Maradona, preocupado com o tempo que faltava para o jogo (perguntava seguidamente sobre isso aos seus próximos), respondeu com Monzón, um a mais para defender. Saiu Di María. Depois, saiu Higuaín.

Se o "Loco" Bielsa ajudava a Argentina no Chile, entrou no Uruguai o "Loco" Abreu --na vaga de outro atacante, Suárez.

No ataque uruguaio contra a defesa argentina, venceu o ataque argentino. Após a expulsão de Cáceres, Bolatti ficou com o rebote na área e fez o gol aos 40min. Dramática, Argentina vai à Copa.

 

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