Após título de Button, Barrichello diz que "ergue a mão para o céu" por 2009
da Folha Online
da Lancepress
O brasileiro Rubens Barrichello preferiu não lamentar o fim da possibilidade de ser campeão mundial da F-1 neste ano, mas sim agradecer pela chance de voltar a disputar o título da principal categoria do automobilismo mundial.
O piloto da Brawn GP completou neste domingo o GP Brasil, em Interlagos, na oitava colocação e viu seu companheiro de equipe, o inglês Jenson Button, chegar em quinto e conquistar o título com uma corrida de antecipação.
"Para a torcida brasileira eu só tenho de agradecer pelo carinho. No ano passado estavam jogando flores no meu caixão e esse ano tive toda a força, dedicação e raça de um brasileiro", disse Barrichello.
"Sem lamentação, foi um grande campeonato. Esse ano foi de erguer a mão para o céu, de agradecer. Um campeonato que eu tive depois de todo esse tempo. É lógico que tem um buraco dentro do estômago, foi uma luta muito grande para ganhar em casa e ir bem diante do público e eu só tenho a agradecer ao público, que esteve junto e torceu comigo", adicionou.
Com o resultado no Brasil, Barrichello chegou a 72 pontos e foi ultrapassado pelo alemão Sebastian Vettel, da Red Bull, que tem 74. Os dois disputam o vice-campeonato mundial no GP de Abu Dhabi, que encerra a temporada, no dia 1º de novembro.
Já Button, que venceu seis das sete primeiras corridas e passou o resto do ano apenas administrando a vantagem acumula, soma 89 pontos.
"A gente tem de saber perder num momento desse. Não era meu [título]. Se não era meu, preferia que fosse de um companheiro de equipe, e o Jenson ganhou nas primeiras corridas. Saio daqui chateado como eles [torcedores], mas de cabeça erguida", afirmou o brasileiro.
Barrichello teve neste domingo mais uma grande chance de vencer pela primeira vez em Interlagos. Pela terceira vez na carreira, saiu na pole no circuito paulistano. Mas o resultado foi mais uma decepção.
Ao contrário do treino que formou o grid, no sábado, que foi disputado debaixo de chuva e prejudicado por inúmeras paralisações devido à chuva, a prova foi disputada com tempo bom.
Mas, mesmo com pista seca, a largada foi tumultuada. Barrichello conseguiu escapar na frente e fugiu das confusões.
Mark Webber, que largava ao lado do brasileiro na primeira fila, tocou em Raikonnen. Um pouco mais atrás, Adrian Sutil, Jarno Trulli e Fernando Alonso se envolveram em outro acidente.
Heikki Kovalainen e Raikkonen precisaram ir para os boxes. E, aí, houve uma outra lambança. A McLaren de Kovalainen saiu do pit carregando a mangueira de reabastecimento. Com isso, jogou combustível na Ferrari de Raikkonen, que imediatamente pegou fogo --as chamas se extinguiram pouco depois.
As inúmeras confusões fizeram com que o safety car entrasse na pista. E Button, líder do campeonato, que largou em 14º, pulou para a nona colocação.
O inglês se livrou rapidamente de Romain Grosjean e Kazuki Nakajima e assumiu o sétimo lugar. Aí, encontrou dificuldades atrás do estreante Kamui Kobayashi e só conseguiu ultrapassar o piloto da Toyota após mais de dez voltas.
Com menos combustível do que seus adversários, Barrichello começou a fazer uma volta atrás da outra antes do pit stop. A intenção era abrir vantagem para não perder a liderança para Webber.
Só que a tática não foi suficiente para devolver o brasileiro à liderança. Não apenas Webber o ultrapassou, assumindo a primeira colocação "virtual", como o polonês Robert Kubica lhe tomou o segundo lugar.
Com ritmo de corrida inferior, Barrichello foi se distanciando dos líderes e vendo o crescimento de Button na prova. O inglês ganhou mais um posto ao deixar Sebastien Buemi para trás.
Na segunda série de pit stops, o primeiro a parar entre os líderes foi Kubica. Mesmo com a parada prematura, o polonês manteve a vice-liderança, não sendo ameaçado por Barrichello.
Lá atrás, Button acabou superado na estratégia por Vettel e Hamilton.
Restando dez voltas para o fim, Barrichello perdeu seu lugar no pódio. O brasileiro foi ultrapassado por Hamilton na reta dos boxes. Pouco depois, fez uma parada extra nos boxes para trocar os pneus e voltou na oitava posição.
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Mas como piloto, sou obrigado a admirá-lo. Sabe conduzir como ninguém e ficar em nono (com 26 pontos) com aquela carroça da Renault já mostra que não é nada fraco - detalhe - a frente de Kovalainen (McLaren) e Glock (Toyota).
Quanto ao Nelsinho, tenho certeza de que ele tem talento. Nao dá para comparar diretamente, mas no desafio de kart, ele se segurou muito bem em primeiro (na primeira bateria) por um bom tempo e de modo geral, foi muito bem no evento. Nas categorias por onde passou, também mostrou boa capacidade. Se tivesse igualdade de condições, mostraria muito mais, certamente. Mas precisa de kilometragem extra para se igualar aos atuais pilotos da F1.
Quanto aos nervos, heheh... Realmente aqui nos comentários da F1 a coisa é mais light que no futebol. O que eu mais gosto daqui é que podemos mudar de opinião, como já ocorreu comigo em diversas oportunidades! Isso só enriquece as discussões e ajuda a compreender melhor esse universo das corridas.
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