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Pelé revê lista e inclui Rivellino e Nilton Santos entre os melhores do mundo
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Reunião de emergência, poucas horas antes do primeiro grande evento comemorativo do centenário da Fifa, fez Pelé voltar atrás, engordar a lista de premiados e pôr o Brasil como o país com mais indicações na relação dos melhores jogadores vivos da história.
Compilada por Pelé, ela continha originalmente outros 120 nomes. Mas, às pressas, devido à má repercussão do vazamento da relação, os organizadores resolveram incluir os brasileiros Rivellino e Nilton Santos, o alemão Uwe Seller e o holandês Van Basten.
"Não posso comentar isso agora, mas mudamos hoje a lista", declarou, por telefone, da capital inglesa, Renato Duprat, coordenador do projeto e funcionário da Pelé Pro, empresa que administra os negócios do maior craque da história do futebol.
Na lista original, antecipada pela Folha na edição de quarta-feira, o Brasil aparecia com 12 jogadores, sem contar Pelé. Os nomes: Carlos Alberto Torres, Djalma Santos, Zico, Falcão, Júnior, Sócrates, Ronaldo, Ronaldinho, Roberto Carlos, Rivaldo, Romário e Cafu.
Pentacampeã do mundo, a seleção brasileira, portanto, emplacava um indicado a menos do que a Itália, tricampeã, e a França, campeã uma única vez.
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, com a lista de 120 nomes e 12 brasileiros à mão, reclamou de tal distorção e, ao desembarcar em Londres, questionou as ausências de Rivellino, Nilton Santos, Gerson e Tostão.
No atropelo do inchaço da lista, Rivellino e Nilton Santos nem foram procurados para participar da festa --ao contrário de todos os outros indicados. Rivellino chegara, inclusive, a lamentar o desdém. "Como o Pelé diz que ele não é mais Pelé, e sim Edson, essa lista é do Edson. As aberrações que ele fez, não sei, talvez sejam politicagem."
Parte dos outros 12 brasileiros, contatados por representantes da Fifa desde o final do ano passado, não compareceu à cerimônia.
Ronaldo, Roberto Carlos, Rivaldo e Romário não fizeram força para viajar a Londres. Dos astros do país em atividade, apenas Ronaldinho prestigiou o evento.
Maradona, que em 2000 havia reclamado da mudança de regras na eleição de melhor da história da Fifa, recusou-se a posar para fotografias e boicotou a festa por não concordar com a escolha de Pelé como "juiz". Também se recusaram a aparecer Van Basten e Seeler, novidades desta quinta.
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