Esporte
14/07/2005 - 09h45

Morumbi se firma como maior palco brasileiro da Libertadores

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MÁRVIOS DOS ANJOS
RODRIGO BUENO
da Folha de S.Paulo

O Morumbi, com a final desta quinta-feira, entre São Paulo e Atlético-PR, confirma ser o maior palco brasileiro da história da Libertadores e uma "figurinha carimbada" em decisões sul-americanas.

Será a sexta decisão de Libertadores com jogos no campo são-paulino, a quinta em que o jogo final acontece no Cícero Pompeu de Toledo, que hoje comporta, segundo o seu dono, 80 mil pessoas.

Neste ano, o Morumbi deixou o Mineirão para trás em número de partidas na Libertadores. O duelo entre São Paulo e Atlético-PR hoje à noite será o 63º jogo de Libertadores realizado no Morumbi, onde o time paulista não perde pela Libertadores há 28 confrontos (desde 87). O estádio mineiro recebeu 57 partidas de Libertadores, cinco a mais que o Maracanã.

Se o estádio carioca é líder de jogos em Brasileiro (mais de mil) e o Pacaembu supera o Morumbi em partidas do Paulista, a casa tricolor lidera já com certa folga a lista de 25 estádios brasileiros que abrigaram jogos do mais importante interclubes da América do Sul.

A final deste ano foi marcada por grande polêmica porque a Arena da Baixada, supostamente o mais moderno estádio do país, não atendeu à capacidade mínima exigida para a decisão --são precisos ao menos 40 mil lugares.

Por três anos seguidos (92, 93 e 94), o São Paulo usou o Morumbi em finais de Libertadores. Na época, o estádio comportava mais de 100 mil pessoas. Agora, por questões de segurança e conforto, o campo recebe cerca de 75 mil torcedores, o que deve acontecer na final de hoje à noite.

O Morumbi é motivo de festa até para os visitantes. Evandro, aposta atleticana para a final, revelou que realizará um sonho ao pisar no gramado paulistano. "Era torcedor do São Paulo. Cheguei a fazer teste no clube e meu sonho era jogar no Morumbi. Vou realizá-lo", afirmou o jogador, que deve atuar hoje mesmo que só no segundo tempo.

Atletas estrangeiros, como o próprio Desábato, zagueiro argentino do Quilmes que saiu preso do estádio, declararam nesta Libertadores ser especial atuar no campo são-paulino pela competição internacional por sua história.

Caso o São Paulo vença a Libertadores, o Morumbi poderá chegar à marca de 70 jogos pelo torneio no ano que vem. Ampliará ainda mais sua vantagem sobre os demais estádios do país, mas ainda estará bem longe dos campos mais usados no torneio --o Centenário, em Montevidéu (Uruguai), já abrigou, por exemplo, mais de 350 partidas de Libertadores da América.

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