18/12/2005
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19h00
Destaque do São Paulo na final do Mundial de Clubes da Fifa, neste domingo, na vitória por 1 a 0 sobre o Liverpool, em Yokohama (Japão), o goleiro Rogério Ceni festejou o fato de ter se tornado "eterno" para o clube.
O jogador, que fez pelo menos três grandes defesas e foi decisivo para a conquista do título, foi eleito o melhor jogador da final --feito pelo qual ganhou um carro da Toyota, patrocinadora do torneio-- e ainda ganhou a Bola de Ouro de melhor atleta da competição.
"Isso aqui é um sonho. É mais do que eu mereço. Hoje acabou tudo, acabou um ciclo. O pôster do tri vai ficar para sempre agora no CCT. Isso é eterno", disse o goleiro. Os Pôsteres dos dois outros títulos mundiais já ornamentam o centro de treinamentos do clube, na Barra Funda.
Apesar da boa fase, do título e dos prêmios, Rogério evitou falar em seleção brasileira --ele não vem sendo convocado por Parreira e tem poucas chances de ir à Copa de 2006.
"Acho que agora não é momento de criar qualquer expectativa em relação à seleção. Momentaneamente, eu penso só no São Paulo. No futuro, defender meu país seria maravilhoso", afirmou.
Outro herói são-paulino neste domingo foi o volante Mineiro, autor do único gol da partida, aos 26min do primeiro tempo. Ele dividiu as glórias com outros jogadores. "Esse é o melhor momento da minha carreira. Mas quem venceu foi o grupo, foi a força do nosso time", avaliou.
Rival duro
O retrospecto recente da equipe inglesa fez do jogo de hoje a mais dura decisão que o clube do Morumbi teve em um Mundial. Depois de bater o Barcelona em 1992 (2 a 1) e vencer o Milan (3 a 2) no ano seguinte, o time paulista, com um elenco um pouco mais modesto, encarou neste domingo uma equipe que vinha de 11 jogos sem sofrer gols.
Além disso, o Liverpool vinha de uma vitória fácil por 3 a 0 sobre o Deportivo Saprissa nas semifinais, enquanto os são-paulinos sofreram para bater o Al Ittihad por 3 a 2.
Nas bancas de apostas européias, uma vitória do time brasileiro pagava, em média, três vezes mais do que um triunfo da equipe inglesa.
A série de 11 jogos sem perder da equipe inglesa fez com que a estrela do time, o meia Steven Gerrard, chegasse a dizer, logo após a vitória por 3 a 0 sobre o Deportivo Saprissa, nas semifinais, que sentia que seu time era "imbatível".
"O Liverpool valorizou muito a nossa vitória", disse o técnico Paulo Autuori, após a partida.
História
Com a conquista, o São Paulo entra para um seleto grupo de times que sagraram-se campeões do mundo três vezes --os outros são Peñarol (URU), Nacional (URU), Boca Juniors (ARG), Milan (ITA) e Real Madrid (ESP).
O Liverpool, por sua vez, continua sem jamais ter vencido a competição --perdeu também em duas outras oportunidades, em 1981, para o Flamengo, e três anos mais tarde, para o Independiente (ARG).
O jogo
Mal começou o jogo e a partida já foi paralisada. Com menos de 2min, um torcedor --usando roupas da torcida uniformizada corintiana camisa 12 e com um brinquedo do personagem Bambi nas mãos-- invadiu o gramado e agarrou-se à rede do gol defendido por Rogério Ceni, desmontando a armação da trave.
A paralisação de quase cinco minutos foi prejudicial ao time paulista, que se mostrou mais nervoso do que o adversário. O Liverpool aproveitou para pressionar a equipe paulista. Morientes e Luis Garcia tiveram oportunidades para abrir o placar.
A tranqüilidade são-paulina começou a aparecer a partir dos 15min. Até então, o time não havia chegado nenhuma vez ao gol de Liverpool. Quando chegou, aos 21min, quase marcou. Amoroso tabelou com Aloisio e driblou Hyypia, mas chutou fraco e Reina defendeu.
A partir daí, a equipe brasileira passou a levar vantagem nas jogadas de meio-campo e, cinco minutos mais tarde, chegou ao seu primeiro gol. O volante Mineiro recebeu de Aloísio e tocou no canto direito do goleiro Reina, acabando com a invencibilidade de 11 jogos sem sofrer gol da equipe inglesa.
Atrás no marcador, o Liverpool partiu para cima e conseguiu criar pelo menos três chances para empatar, todas com Luis Garcia. Na principal, aos 28min, o espanhol cabeceou no travessão após cruzamento de Gerrard.
O time inglês aumentou ainda mais sua pressão no segundo tempo. O São Paulo, por outro lado, recuou demais, buscando explorar o contra-ataque. Aos 15min, os ingleses marcaram com Luiz Garcia, mas o árbitro mexicano Benito Armando marcou impedimento corretamente.
Aos 21min, mais um gol inglês anulado. Após novo cruzamento na área do São Paulo, Hyypia marcou. Mas o árbitro havia dado falta de Luis Garcia em Rogério Ceni.
Melhor no segundo tempo, o Liverpool ainda teve um terceiro gol anulado, aos 44min. Luis Garcia cruzou e Pongolle completou de primeira para marcar, mas o árbitro havia apontado impedimento.
Mesmo com a pressão, o São Paulo conseguiu se segurar e garantiu o terceiro título mundial.
Herói do tri mundial, Rogério Ceni festeja "eternidade"
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da Folha OnlineDestaque do São Paulo na final do Mundial de Clubes da Fifa, neste domingo, na vitória por 1 a 0 sobre o Liverpool, em Yokohama (Japão), o goleiro Rogério Ceni festejou o fato de ter se tornado "eterno" para o clube.
O jogador, que fez pelo menos três grandes defesas e foi decisivo para a conquista do título, foi eleito o melhor jogador da final --feito pelo qual ganhou um carro da Toyota, patrocinadora do torneio-- e ainda ganhou a Bola de Ouro de melhor atleta da competição.
"Isso aqui é um sonho. É mais do que eu mereço. Hoje acabou tudo, acabou um ciclo. O pôster do tri vai ficar para sempre agora no CCT. Isso é eterno", disse o goleiro. Os Pôsteres dos dois outros títulos mundiais já ornamentam o centro de treinamentos do clube, na Barra Funda.
Apesar da boa fase, do título e dos prêmios, Rogério evitou falar em seleção brasileira --ele não vem sendo convocado por Parreira e tem poucas chances de ir à Copa de 2006.
"Acho que agora não é momento de criar qualquer expectativa em relação à seleção. Momentaneamente, eu penso só no São Paulo. No futuro, defender meu país seria maravilhoso", afirmou.
Outro herói são-paulino neste domingo foi o volante Mineiro, autor do único gol da partida, aos 26min do primeiro tempo. Ele dividiu as glórias com outros jogadores. "Esse é o melhor momento da minha carreira. Mas quem venceu foi o grupo, foi a força do nosso time", avaliou.
Rival duro
O retrospecto recente da equipe inglesa fez do jogo de hoje a mais dura decisão que o clube do Morumbi teve em um Mundial. Depois de bater o Barcelona em 1992 (2 a 1) e vencer o Milan (3 a 2) no ano seguinte, o time paulista, com um elenco um pouco mais modesto, encarou neste domingo uma equipe que vinha de 11 jogos sem sofrer gols.
Além disso, o Liverpool vinha de uma vitória fácil por 3 a 0 sobre o Deportivo Saprissa nas semifinais, enquanto os são-paulinos sofreram para bater o Al Ittihad por 3 a 2.
Nas bancas de apostas européias, uma vitória do time brasileiro pagava, em média, três vezes mais do que um triunfo da equipe inglesa.
A série de 11 jogos sem perder da equipe inglesa fez com que a estrela do time, o meia Steven Gerrard, chegasse a dizer, logo após a vitória por 3 a 0 sobre o Deportivo Saprissa, nas semifinais, que sentia que seu time era "imbatível".
"O Liverpool valorizou muito a nossa vitória", disse o técnico Paulo Autuori, após a partida.
História
Com a conquista, o São Paulo entra para um seleto grupo de times que sagraram-se campeões do mundo três vezes --os outros são Peñarol (URU), Nacional (URU), Boca Juniors (ARG), Milan (ITA) e Real Madrid (ESP).
O Liverpool, por sua vez, continua sem jamais ter vencido a competição --perdeu também em duas outras oportunidades, em 1981, para o Flamengo, e três anos mais tarde, para o Independiente (ARG).
O jogo
Mal começou o jogo e a partida já foi paralisada. Com menos de 2min, um torcedor --usando roupas da torcida uniformizada corintiana camisa 12 e com um brinquedo do personagem Bambi nas mãos-- invadiu o gramado e agarrou-se à rede do gol defendido por Rogério Ceni, desmontando a armação da trave.
A paralisação de quase cinco minutos foi prejudicial ao time paulista, que se mostrou mais nervoso do que o adversário. O Liverpool aproveitou para pressionar a equipe paulista. Morientes e Luis Garcia tiveram oportunidades para abrir o placar.
A tranqüilidade são-paulina começou a aparecer a partir dos 15min. Até então, o time não havia chegado nenhuma vez ao gol de Liverpool. Quando chegou, aos 21min, quase marcou. Amoroso tabelou com Aloisio e driblou Hyypia, mas chutou fraco e Reina defendeu.
A partir daí, a equipe brasileira passou a levar vantagem nas jogadas de meio-campo e, cinco minutos mais tarde, chegou ao seu primeiro gol. O volante Mineiro recebeu de Aloísio e tocou no canto direito do goleiro Reina, acabando com a invencibilidade de 11 jogos sem sofrer gol da equipe inglesa.
Atrás no marcador, o Liverpool partiu para cima e conseguiu criar pelo menos três chances para empatar, todas com Luis Garcia. Na principal, aos 28min, o espanhol cabeceou no travessão após cruzamento de Gerrard.
O time inglês aumentou ainda mais sua pressão no segundo tempo. O São Paulo, por outro lado, recuou demais, buscando explorar o contra-ataque. Aos 15min, os ingleses marcaram com Luiz Garcia, mas o árbitro mexicano Benito Armando marcou impedimento corretamente.
Aos 21min, mais um gol inglês anulado. Após novo cruzamento na área do São Paulo, Hyypia marcou. Mas o árbitro havia dado falta de Luis Garcia em Rogério Ceni.
Melhor no segundo tempo, o Liverpool ainda teve um terceiro gol anulado, aos 44min. Luis Garcia cruzou e Pongolle completou de primeira para marcar, mas o árbitro havia apontado impedimento.
Mesmo com a pressão, o São Paulo conseguiu se segurar e garantiu o terceiro título mundial.

