Galeria
  Fotos antigas
  Fotos recentes
  Coletânea
Acervo da Fundação Casa de Jorge Amado
Jorge Amado em sua casa na Bahia, ao lado da mulher, em imagem dos anos 80 do arquivo fotográfico de Zélia Gattai cedida pela Fundação Casa de Jorge Amado
  Vida e obra
  Cronologia
  Livros publicados
  Prêmios
  Frases
  Por ele mesmo
Eu continuo firmemente pensando em modificar o mundo e acho que a literatura tem uma grande importância.
(1988)
  O que dizem dele
Jorge Amado não é apenas o maior romancista do Brasil.
É o amigo que todos gostariam de ter.
(Carlos Heitor Cony)
  Zélia Gattai
  Na Web
  Fundação Jorge Amado
  Casa de Jorge Amado
  Quiz!
VIDA
Trajetória de literatura, política, exílio e sucesso em 88 anos

Em 10 de agosto de 1912, nasce Jorge Leal Amado de Faria na Fazenda Auricídia, em Ferradas, no município de Itabuna, sul da Bahia, filho do comerciante sergipano João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado.

De 1920 a 1926, faz o curso primário em Ilhéus e inicia o secundário no colégio jesuíta Santo Antônio Vieira, em Salvador, de onde foge para refugiar-se na casa do avô, em Itaporanga, no Sergipe. A partir de 1928, começa a freqüentar as rodas literárias e colaborar nas revistas "Samba", "Meridiano" e "A semana".

A década de 30 marca a mudança de Jorge Amado para o Rio de Janeiro, sua estréia na literatura e o início de sua militância política. Em 1931, inicia o curso de Direito na Universidade do Rio de Janeiro. No mesmo ano, lança "O País do Carnaval", seu primeiro romance.

Em 1933, é publicado o livro "Cacau", que tem a primeira edição, de 2.000 exemplares, esgotada em 40 dias. O livro é apreendido, mas liberado logo depois. No mesmo período, o autor aproxima-se do Partido Comunista. Com o lançamento de "Jubiabá", Jorge Amado alcança a consagração no cenário internacional, sendo, inclusive, elogiado por Albert Camus.

No entanto, pressionado por perseguidores políticos, sai do país e, do exílio, faz oposição ao Estado Novo. Em 1937, já filiado à Aliança Nacional Libertadora, é preso numa visita a Manaus e submetido a interrogatório. É deste mesmo ano o lançamento de "Capitães da Areia", o livro mais vendido do escritor.

De volta do exterior, em 1942, o autor é preso novamente. Ainda assim, é lançado na Argentina o livro "O Cavaleiro da Esperança", que só três anos depois seria publicado no Brasil. Ainda em 1942, Jorge Amado conhece Zélia Gattai, com quem se casa em 1945.

Eleito deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro em São Paulo, em 1946, o escritor interrompe por curto período a atividade literária. Dois anos depois, tem o mandato cassado e volta ao exílio, desta vez em Paris. Em 1950, expulso de Paris, vai morar em Praga, de onde acompanha o lançamento de seus livros na União Soviética. No ano seguinte, recebe o Prêmio Stalin de Literatura, em Moscou. Volta ao Brasil em 1952.

No fim da década de 50 e durante os anos 60, Jorge Amado lança algumas de suas mais conhecidas obras, entre as quais "Gabriela, Cravo e Canela", "A Morte e a Morte de Quincas Berro D'água", "Os Pastores da Noite" e "Dona Flor e Seus Dois Maridos".

Sua eleição como membro da Academia Brasileira de Letras acontece em 1961 e, cinco anos depois, recebe a primeira indicação para o Prêmio Nobel de Literatura.

Nas décadas de 70 e 80, diversos livros de Jorge Amado são adaptados para o cinema e a TV, entre eles "Gabriela, Cravo e Canela", que se transforma numa das novelas de maior sucesso da televisão brasileira, e num filme estrelado por Sônia Braga e Marcello Mastroianni; "Dona Flor e Seus Dois Maridos", que ganha uma versão cinematográfica dirigida por Bruno Barreto; "Tieta do Agreste", obra em que se baseou a novela "Tieta", produzida pela Rede Globo de Televisão; e a minissérie "Tereza Batista Cansada de Guerra".

Em 1983, Jorge Amado recebe a maior condecoração da França, a comenda da Legião de Honra. Quatro anos depois, é criada a Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho, em Salvador. O autor escreve uma espécie de autobiografia em 1992, sob o título "Navegação de Cabotagem". Em 1995, inicia-se o processo de revisão de sua obra por Paloma Costa, filha do escritor, e os livros ganham novo projeto gráfico. No mesmo ano, Jorge Amado recebe em Lisboa o Prêmio Camões, uma das mais altas distinções da língua portuguesa. Suas obras mais recentes são "A Descoberta da América pelos Turcos", de 1994, e o livro-conto "O Milagre dos Pássaros", de 1997.

Fonte: Fundação Casa de Jorge Amado

Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha Online.
De cima para baixo: Jorge Amado na mesa de jantar de sua casa (Eder Chiodetto - 26.set.97); com a atriz Sônia Braga na gravação do filme "Tieta do Agreste" (Xando Pereira - 06.ago.95); e na sua casa, na Bahia (Eder Chiodetto - 26.set.97), e na biblioteca (Cláudia Guimarães - 01.dez.94)