Carlos Heitor Cony
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Capa do livro "O Primo Basílio", uma de suas principais obras, escrito por Eça de Queiroz, em 1878
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  Maria Adelaide Amaral
  Almanaque
  Conto - "Suave Milagre"
  Ilustração
  25.nov.1945
  Artigo
  Beatriz Berrini
  Vestibular
  Presença nas provas
A crônica é como que a conversa íntima, indolente, desleixada, do jornal com os que o lêem: conta mil coisas, sem sistema, sem nexo; espalha-se livremente pela natureza, pela vida, pela literatura, pela cidade; fala das festas, dos bailes, dos teatros, das modas, dos enfeites, fala de tudo, baixinho, como se faz ao serão, ao braseiro, ou ainda de verão, no campo, quando o ar está triste.
(1876)
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QUIZ EÇA DE QUEIROZ
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Eça de Queirós participa com Antero de Quental das famosas "Conferências do Cassino Lisbonense", que se caracterizaram por ataques:
  À política neo-colonialista
Ao naturalismo literário
Ao clero e às instituições burguesas
Aos defensores da República

Duas personagens de Eça se destacam, uma pela perversidade, outra pelo artificialismo. A primeira é chantagista e aproveita-se da fragilidade da patroa para escapar da pobreza. A segunda só se expressa por frases feitas e quer sempre agradar. Essas personagens são, respectivamente:
  Juliana - Conselheiro Acácio
Leopoldina - Basílio
Gonçalo - Maria Mendonça
Juliana - Jacinto

Em 1998, Marco Nanini e Patrícia Pillar estrelaram o filme do diretor Helvécio Ratton, uma versão cinematográfica, baseada na obra de Eça de Queirós:
  O primo Basílio
Alves & Cia.
O crime do padre Amaro
Os Maias

Nas últimas obras de Eça de Queirós, predomina:
  a crítica severa à burguesia lisboeta.
condenação às crenças religiosas
a visão desiludida em relação ao futuro de Portugal
a análise irônica e esperançosa da sociedade portuguesa

O drama da mulher adúltera, destinada a um fim trágico, é apresentado em "O primo Basílio", romance que foi inspirado na polêmica obra:
  Crime e castigo
Anna Karerina
Madame Bovary
Vermelho e Negro

Basílio, personagem de "O primo Basílio", é o protótipo do "dandy", espécie de "mauricinho" do século XIX. Ele desfruta de uma situação econômica confortável, graças à fortuna obtida:
  na França
em Angola
no Brasil
na Índia

Em 1888, Eça de Queirós publica em jornais, no Brasil e em Portugal, cartas de um personagem fictício, cujo nome já havia sido utilizado por Eça como pseudônimo no início de sua carreira. Trata-se de:
  Tructesindo Ramires
Carlos Fradique Mendes
Teodorico Raposo
Carlos da Maia

Em "A ilustre casa de Ramires", o protagonista Gonçalo escreve uma novela que:
  parodia o estilo realista
é paráfrase dos romances românticos medievalistas
representa uma novidade literária
prova o talento artístico da personagem

O escritor francês Chateaubriand propôs a seguinte questão: o que ocorreria a uma pessoa, se ela pudesse, por meio de um simples desejo, matar secretamente um homem na China e herdar sua fortuna na Europa? Essa questão é a base do enredo da seguinte obra de Eça de Queirós:
  O Mandarim
As Farpas
A Relíquia
Singularidades duma Rapariga Loira

"Logo à entrada um cheiro mole e salobro enojou-a. A escada, de degraus gastos, subia ingrememente, apertada entre paredes onde a cal caía, e a umidade fizera nódoas." ("O primo Basílio", de Eça de Queirós) A insistência em aspectos degradados e repulsivos nas descrições de Eça de Queirós revela um estilo:
  surrealista
naturalista
romântico
simbolista

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De cima para baixo: O chamado "clube dos cinco", em 1884: da esquerda para a direita, Eça, Oliveira Martins, Antero de Quental, Ramalho Ortigão e Guerra Junqueiro; Eça com a filha Maria, a primogênita; Eça com Ramalho Ortigão; e Eça com sua mulher, Emília.