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27/05/2001 - 19h19

"Professora Maluquinha" conta histórias para crianças na Bienal

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free-lance para a Folha Online

Além de Ziraldo, que foi uma das estrelas da 10ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, outra figura, talvez desconhecida do mundo literário ou do artístico, brilhou no pavilhão da feira. Piedade Rosa Diogo, uma paulista de 34 anos, entrou na pele da "Professora Maluquinha", personagem do cartunista criada em 1995, para contar histórias para crianças durante o evento.

O livro "Uma Professora Maluquinha" foi uma homenagem que Ziraldo prestou a uma antiga professora sua, dona Candinha, e faz parte da série de "O Menino Maluquinho", que atingiu a marca de 2 milhões de livros vendidos.

Reprodução
Livro "Uma Professora Muito Maluquinha", de Ziraldo
Livro "Uma Professora Muito Maluquinha", de Ziraldo
A personagem se transformou em realidade a partir de 97, quando Ziraldo fez uma visita em uma escola onde Piedade dava aula. Ela ganhou vida em 99. "Quando ele me viu, ficou impressionado porque fisicamente eu pareço com a personagem do livro. Quando eu comecei a contar histórias, os olhos dele se encheram de lágrimas porque eu conto do mesmo jeito que a dona Candinha contava", disse Piedade.

Contratada da editora Melhoramentos, sua tarefa é divertir as crianças. Ela já contou histórias para mais de 60 mil crianças de todo o país.

Segundo ela, no entanto, dona Candinha não era "maluquinha". "Segundo o Ziraldo, ela era uma professora super criativa, do interior, época em que morou em Caratinga (MG), uma cidade bem pacata. Ela era inovadora, carinhosa e que deixou nos alunos essa marca positiva. Sem contar que o Ziraldo gosta muito do papel do professor em si, e o livro é uma homenagem dupla: à dona Candinha e a todos os outros professores", disse Piedade.

A "Professora Maluquinha" disse que contar histórias dá um bom resultado, pois depois das atividades, as crianças lêem mais e dizem que gostariam de ter aulas com ela.

O projeto é gratuito para as escolas, financiado pela editora Melhoramentos, que edita os livros de Ziraldo.

Em suas apresentações, Piedade fala dos escritores importantes da literatura brasileira, sobre a importância de ler, sobre o livro abandonado. Ela também brinca com as crianças.

"Quando saio da escola e olho para cada criança, percebo que elas vão ler mais. Os olhinhos delas brilham e piscam de uma forma inconfundível. Elas passam a perceber que a leitura não é uma coisa morta, mas uma coisa viva, e, na verdade, uma grande brincadeira."

Ela também está no Canal 21, de São Paulo, vinculado à Bandeirantes, com um programa onde apresenta uma livraria por semana e mostra obras de Ziraldo e de outros escritores.

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