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05/07/2002 - 10h21

Montreux 2002 inclui heavy metal, rap e pagode

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LUDMILLA LIMA
free-lance para a Folha de S. Paulo

A 36ª edição do tradicional Festival de Jazz de Montreux dá largada hoje na Suíça.

Cada vez mais eclético, o evento abriga durante 17 dias estilos que vão do heavy metal à música cubana, do rap ao pagode.

Claude Nobs, fundador e diretor do festival, possui uma receita bastante diplomática na ponta da língua: "Tanto os puristas do jazz quanto os fãs de rock, pop, reggae e música eletrônica não vão se decepcionar".

O que dizer de uma noite com as presenças de Slayer e Soulfly (do ex-Sepultura Max Cavalera)? No caldeirão Montreux 2002 há lugar para Jamiroquai, David Bowie (esgotados), Herbie Hancock e Wynton Marsalis.

O Brasil conta com dois dias no Stravinski Hall. Dia 13 de julho, O Rappa e Daniela Mercury dividirão o palco com nada menos que Harmonia do Samba. No dia seguinte é a vez de prestar um tributo a Tom Jobim.

Caetano Veloso vai apresentar o repertório de "Noites do Norte" num show separado, no mesmo dia em que toca Youssou N'Dour.

Resta saber se o festival vai perdendo, pouco a pouco, sua imagem de referência para os amantes do jazz e assumindo outra, a de que atira para todos os lados.
 

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