16/08/2002
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02h58
da Folha de S.Paulo, em Gramado
Mesmo com cinco filmes brasileiros inéditos no Festival de Gramado, que termina amanhã, "Cidade de Deus" dominou as conversas.
FHC e Lula já assistiram ao longa de Fernando Meirelles, co-dirigido por Katia Lund. O filme será lançado (com cem cópias) no próximo dia 30. Um papel tão protagônico pedia um antagonista. Helvécio Ratton se candidatou com "Uma Onda no Ar", que estréia dia 6 de setembro, depois de ter sido visto em disputa em Gramado, quarta.
"É uma coincidência histórica e cinematográfica. Fiz o primeiro "O Menino Maluquinho", Meirelles fez o segundo. São filmes bem diferentes. Li o roteiro de "Cidade de Deus". Tenho a impressão de que são estéticas e éticas opostas", diz Ratton.
Meirelles não foge ao debate. Aliás, seu objetivo. Tem encarado platéias e diz que realizou "Cidade de Deus" no impulso de oferecer ao público a revelação do Brasil real que experimentou pelo livro de Lins.
O filme de Ratton agradou à platéia do Festival de Gramado. Mas, se é para comparar, parte da crítica sentiu falta do apuro técnico e das grandes interpretações da obra de Meirelles.
Vitrine, "Cidade de Deus" promove até antagonista
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SILVANA ARANTESda Folha de S.Paulo, em Gramado
Mesmo com cinco filmes brasileiros inéditos no Festival de Gramado, que termina amanhã, "Cidade de Deus" dominou as conversas.
FHC e Lula já assistiram ao longa de Fernando Meirelles, co-dirigido por Katia Lund. O filme será lançado (com cem cópias) no próximo dia 30. Um papel tão protagônico pedia um antagonista. Helvécio Ratton se candidatou com "Uma Onda no Ar", que estréia dia 6 de setembro, depois de ter sido visto em disputa em Gramado, quarta.
"É uma coincidência histórica e cinematográfica. Fiz o primeiro "O Menino Maluquinho", Meirelles fez o segundo. São filmes bem diferentes. Li o roteiro de "Cidade de Deus". Tenho a impressão de que são estéticas e éticas opostas", diz Ratton.
Meirelles não foge ao debate. Aliás, seu objetivo. Tem encarado platéias e diz que realizou "Cidade de Deus" no impulso de oferecer ao público a revelação do Brasil real que experimentou pelo livro de Lins.
O filme de Ratton agradou à platéia do Festival de Gramado. Mas, se é para comparar, parte da crítica sentiu falta do apuro técnico e das grandes interpretações da obra de Meirelles.

