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19/08/2002 - 14h38

Dirigida por Guel Arraes, Débora Falabella vai viver Lisbela no cinema

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MARCELO BARTOLOMEI
enviado especial a Gramado

A atriz Débora Falabella, 23, vai viver no cinema a personagem Lisbela, da comédia popular nordestina "Lisbela e o Prisioneiro". Débora, que vem de uma série de personagens fortes e de envolvimento com drogas, disse estar entusiasmada com o projeto e que pretende trabalhar em mais filmes.

A comédia, de Osmar Lins, foi adaptada para a TV e para o teatro por Arraes. As filmagens devem começar em setembro.

Divulgação
A atriz Débora Falabella,
no filme "Dois Perdidos"
Pelo segundo ano, Débora foi a Gramado para participar do festival de cinema. Na condição de favorita, ela disputou o páreo de melhor atriz na categoria principal, em sua primeira experiência em longa-metragem no cinema, com "Dois Perdidos Numa Noite Suja", de José Joffily, mas perdeu.

No ano passado, Débora chegou a Gramado com o pé quente: levou o prêmio de melhor atriz pelo curta-metragem "Françoise", antes mesmo de estourar com o sucesso da personagem Mel na novela "O Clone", da Globo. Não foi assim neste ano, já que o prêmio foi dado a Priscila Rozembaun, da comédia romântica "Separações".

Débora começou no teatro com 16 anos. Aos 19, foi para a TV, e tem planos de explorar mais seu potencial no cinema brasileiro. "Dois Perdidos Numa Noite Suja", em que ela divide o papel principal com Roberto Bomtempo, deve estrear nos cinemas em janeiro de 2003. O filme, adaptação da peça de Plínio Marcos, ganhou os prêmios de melhor música e melhor montagem em Gramado.

Leia a seguir trechos da entrevista com a atriz:

Folha Online - Você vive uma ótima fase da carreira, com novela e filme, mas como você concilia tanto trabalho?

Débora Falabella -
Eu acho que a gente acaba tendo que fazer tudo. Eu comecei com teatro, mas a gente vai mudando e descobrindo novas coisas. Esta é minha primeira experiência em longa. Eu adoro todos os veículos, cada um tem seu ponto bacana, mas cinema eu gosto mais por causa do tempo que a gente tem, da preparação, com mais calma, como se fosse um ensaio, até como se fosse teatro.

Folha Online - Como foi a preparação do seu personagem em "Dois Perdidos Numa Noite Suja", o Paco, do universo de Plínio Marcos?

Débora -
Eu tive de conhecer muito bom o texto do Plínio porque o Paco é uma versão feminina do personagem dele, tive de estudar. Eu conhecia este texto, já havia assistido a uma montagem e eu nunca imaginei que eu pudesse fazer este papel por ele ser masculino. A gente começou a ensaiar num processo de leitura, vi qual caminho eu iria seguir, teve uma preparação de voz por causa do rap, do hip hop. Os ensaios foram muito importante, fazíamos leituras.

Folha Online - Como foram as filmagens?

Débora -
A gente filmou no Rio e em Nova York, no verão de lá. Surgiu a oportunidade e eu fiz um teste que foi uma cena do filme. Eu não conhecia nada, mas, quando eu li, eu me identifiquei e fiquei com vontade de ler o roteiro.

Folha Online - O que mais lhe chamou a atenção no texto do José Joffily adaptando Plínio Marcos?

Débora -
Acho que foi esta mudança do texto do Plínio para uma coisa atual. Tem gente que acha que não se deve mudar, mas lá fora fazem tanto isso. É tão bacana poder transformar e brincar com isso. Sem contar que é um papel muito difícil, mas muito bom de fazer, se você consegue tirar algum proveito dele.

Folha Online - Qual sua expectativa sobre o filme?

Débora -
É meu primeiro papel e estou muito feliz de estar aqui porque o filme foi muito bem recebido.

Folha Online - E seus planos para o futuro?

Débora -
Eu vou fazer o filme do Guel Arraes, "Lisbela e o Prisioneiro", como a Lisbela, que é uma mocinha, e eu vou mudar de papel [depois da personagem Mel, da novela "O Clone", e de Paco, de "Dois Perdidos Numa Noite Suja", que se envolvem em drogas em histórias do submundo]. Eu não sei falar muito porque o projeto está no início. Não vi a peça, mas vi o episódio da TV e o material do teatro para me atualizar. Foi o Guel que me convidou. Me chamaram para fazer um texto, dizendo que o Guel queria ver algum material meu diferente do que eu fazia na novela e eu mandei o "Françoise", ele gostou e me ligou.

Folha Online - Com quem você gostaria de trabalhar um dia?

Débora -
O Selton Mello é uma pessoa que eu sempre admirei e vou trabalhar com ele agora em "Lisbela e o Prisioneiro". Eu tenho muita sorte. Sou nova e tenho muita vontade de trabalhar com muita gente.

Folha Online - E na TV?

Débora -
Vou dar um tempo porque a novela "O Clone" foi muito forte e devo demorar um pouquinho para voltar.

Folha Online - Como estreante no cinema, como você vê o panorama cinematográfico brasileiro atual?

Débora -
Como eu estou entrando ainda... quando eu era pequena era uma escassez... não tinha tanto filme. Hoje em dia tem tantos filmes produzidos ao mesmo tempo. Acho que só melhore, que cada vez possamos ver mais estilos diferentes, diretores diferentes. O legal do festival de Gramado é que há diversidade. Eu gosto de muita coisa, e estou querendo correr atrás do tempo perdido no cinema brasileiro. Sempre gostei e assisti tudo que me interessava.

Folha Online - Você acha que sua carreira vai tomar que rumo a partir de sua estréia no cinema?

Débora -
Não sei. Eu gosto muito de cinema, acho que você é mais reconhecido e faz trabalhos melhores. Na televisão, você não tem, às vezes, oportunidade de mostrar isso tudo. É legal de fazer, é um exercício, é um treino, todo dia, você não deixa de exercer sua arte, e se você encara tudo sério e faz bem feito, você ganha visibilidade. Para mim é maravilhoso porque eu morava em Belo Horizonte e se eu não fosse trabalhar em outra coisa eu não poderia nunca viver de teatro. Se dá para fazer outras coisas... Pretendo tentar conciliar as três coisas que eu gosto. Cada uma tem seu charme. Acho que a gente tem de fazer tudo, mas com o que se identifica.

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