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23/11/2002
-
01h22
free-lancer para a Folha Online
Valeram a pena as mais de duas décadas de espera. O show do Rush em São Paulo mesclou todas as fases dos 33 anos de carreira da banda, pirotecnia e, principalmente, ótima música, o que agradou o público de todas as idades. O trio canadense também se mostrou bastante carismático e profissional. Foi um espetáculo para ficar na memória das mais de 62 mil pessoas que foram ao estádio do Morumbi. O som estava ótimo.
A banda entrou no palco às 21h50. O show estava previsto para começar 20 minutos antes, mas o trânsito de São Paulo provocou o atraso. Iniciou com "Tom Sawyer", de 1981. Este é o maior sucesso do Rush no Brasil, pois a música foi usada pela Globo na abertura do seriado "Profissão Perigo", na década de 80.
Depois de "Tom Sawyer", vieram "Distant Early Morning", do disco Grace Under Pressure, de 1984, "New World Man", de 1982, e "Roll the Bones", do álbum homônimo, de 1991. O telão do estádio mesclava cenas futuristas com imagens do palco.
Banda e público entraram em sintonia a partir da instrumental "YYZ", também do disco Moving Pictures. Ao final da música, o vocalista, tecladista e baixista do Rush, Geddy Lee, arriscou um "muito obrigado", em português. Na sequência, o trio canadense executou "The Pass", que, segundo Lee, é uma dos sons favoritos da banda.
Mas o melhor estava guardado para o final da primeira parte do set list. O trio canadense tocou clássicos, como "Freewill", do álbum Permanent Waves (1980), "Closer to the Heart", do disco Farwell to Kings (1977), e "Natural Science", também do Permanent Waves.
Depois de 20 minutos de intervalo, o Rush voltou ao palco do Morumbi com "One Little Victory", o primeiro single do novo disco, Vapor Trail, lançado recentemente. Na sequência, viéram "Driven", do Test For Echo _álbum símbolo da banda na década de 90_, "Gosth Rider" e "Secret Touch", ambas do Vapor Trail.
Mas o ponto alto do show, como não podia ser diferente, foi o solo do lendário baterista Neil Peart, intitulado "The Rhythm Method". Diferentemente do que faz no resto do mundo, o músico incluiu ritmos "latinos" na sua apresentação, que durou mais de 10 minutos. Durante o solo, a plataforma da bateria se movimentava, mudando o músico de posição.
No fim do segundo set list, a banda tocou uma versão acústica de "Resist" _diferente da original_, duas partes de "2112 (Overture e Temples of Syrinx)", "Limelight", do álbum Moving Pictures, e finalizou com "Spirit of Radio", do disco Permanent Waves. Antes da última música, porem, Geddy Lee arriscou um trecho de "Garota de Ipanema" no baixo. O público adorou a brincadeira.
A eufórica platéia de São Paulo foi brindada com um bis composto pela primeira parte de "By-Tor & the Snow Dog", do álbum Fly by Night (1975), pelos três primeiros minutos de "Cygnus X-1" e por "Working Man", do primeiro álbum, Rush, de 1974.
Hoje, o trio canadense termina a sua turnê no Brasil com um show no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
Veja fotos do show em São Paulo
Leia mais notícias sobre o Rush
Rush reafirma condição de megabanda e agrada fãs em show em SP
ERICK BOCCIAfree-lancer para a Folha Online
Valeram a pena as mais de duas décadas de espera. O show do Rush em São Paulo mesclou todas as fases dos 33 anos de carreira da banda, pirotecnia e, principalmente, ótima música, o que agradou o público de todas as idades. O trio canadense também se mostrou bastante carismático e profissional. Foi um espetáculo para ficar na memória das mais de 62 mil pessoas que foram ao estádio do Morumbi. O som estava ótimo.
A banda entrou no palco às 21h50. O show estava previsto para começar 20 minutos antes, mas o trânsito de São Paulo provocou o atraso. Iniciou com "Tom Sawyer", de 1981. Este é o maior sucesso do Rush no Brasil, pois a música foi usada pela Globo na abertura do seriado "Profissão Perigo", na década de 80.
Depois de "Tom Sawyer", vieram "Distant Early Morning", do disco Grace Under Pressure, de 1984, "New World Man", de 1982, e "Roll the Bones", do álbum homônimo, de 1991. O telão do estádio mesclava cenas futuristas com imagens do palco.
Banda e público entraram em sintonia a partir da instrumental "YYZ", também do disco Moving Pictures. Ao final da música, o vocalista, tecladista e baixista do Rush, Geddy Lee, arriscou um "muito obrigado", em português. Na sequência, o trio canadense executou "The Pass", que, segundo Lee, é uma dos sons favoritos da banda.
Mas o melhor estava guardado para o final da primeira parte do set list. O trio canadense tocou clássicos, como "Freewill", do álbum Permanent Waves (1980), "Closer to the Heart", do disco Farwell to Kings (1977), e "Natural Science", também do Permanent Waves.
Depois de 20 minutos de intervalo, o Rush voltou ao palco do Morumbi com "One Little Victory", o primeiro single do novo disco, Vapor Trail, lançado recentemente. Na sequência, viéram "Driven", do Test For Echo _álbum símbolo da banda na década de 90_, "Gosth Rider" e "Secret Touch", ambas do Vapor Trail.
Mas o ponto alto do show, como não podia ser diferente, foi o solo do lendário baterista Neil Peart, intitulado "The Rhythm Method". Diferentemente do que faz no resto do mundo, o músico incluiu ritmos "latinos" na sua apresentação, que durou mais de 10 minutos. Durante o solo, a plataforma da bateria se movimentava, mudando o músico de posição.
No fim do segundo set list, a banda tocou uma versão acústica de "Resist" _diferente da original_, duas partes de "2112 (Overture e Temples of Syrinx)", "Limelight", do álbum Moving Pictures, e finalizou com "Spirit of Radio", do disco Permanent Waves. Antes da última música, porem, Geddy Lee arriscou um trecho de "Garota de Ipanema" no baixo. O público adorou a brincadeira.
A eufórica platéia de São Paulo foi brindada com um bis composto pela primeira parte de "By-Tor & the Snow Dog", do álbum Fly by Night (1975), pelos três primeiros minutos de "Cygnus X-1" e por "Working Man", do primeiro álbum, Rush, de 1974.
Hoje, o trio canadense termina a sua turnê no Brasil com um show no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
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