Ilustrada
04/06/2007 - 12h13

"Paraíso Tropical" recupera ibope com Glória Pires e Tony Ramos

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ANDREZZA CAPANEMA
JÉSSIKA TORREZAN
do Agora

O romance de Paula (Alessandra Negrini) e Daniel (Fábio Assunção) enfrentou sérios problemas nos primeiros capítulos de "Paraíso Tropical". E a novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares viveu uma relação complicada com a audiência em suas primeiras semanas no ar.

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No papel de Lúcia, Glória Pires tem agradado na trama das oito
No papel de Lúcia, Glória Pires tem agradado na trama das oito

O primeiro capítulo, exibido dia 5 de março, registrou a pior média de audiência de uma estréia de novela das nove da última década: 41 pontos. Não bastasse o mau desempenho do lançamento, o número passou a oscilar na casa dos 30 pontos.

Passaram-se oito longas semanas até que a média semanal da trama ganhasse fôlego e ultrapassasse os 40 pontos. Apenas na semana passada, conseguiu recorde de audiência: 49 pontos (terça-feira). Naquele dia, Lúcia (Glória Pires) bateu a porta na cara de Antenor (Tony Ramos) depois de uma discussão com o empresário, Camila (Patrícia Werneck) aceitou se casar com Fred (Paulinho Vilhena) para desespero de Mateus (Gustavo Leão), Virgínia (Yoná Magalhães), Belisário (Hugo Carvana) e Gilda (Lulli Miller) se mudaram para o Copamar, e Isidoro (Othon Bastos) ganhou R$ 2 milhões de indenização. Ou seja: aconteceu muita coisa em um mesmo capítulo.

Não por acaso, Claudino Mayer, pesquisador em telenovela, destaca o "fator Glória Pires" para explicar a reviravolta no enredo e no Ibope de "Paraíso Tropical". "Desde que ela entrou, a novela só tem aumentado a audiência. Ela rouba a cena. A presença da Glória, e ao lado do Tony Ramos, é infalível", afirma.

Agilidade que agrada

A velocidade da trama também é apontada por especialistas como uma razão para a melhora na audiência.

"Os acontecimentos estavam previstos, mas não surgiriam de forma tão rápida e juntos. Os autores os colocaram próximos para aumentar o interesse do público e atingiram esse objetivo. A tática não deixa ninguém mudar de canal", afirma Mayer.

Braga concorda. "O aumento [de audiência] se deve a esse ritmo meio frenético. Mas não posso dizer que isso é uma solução para qualquer novela, porque o início era assim, e a audiência não foi o que esperávamos", diz. Mas admite: "O elogio que mais ouço é que as coisas acontecem logo".

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Tony Ramos surpreende como o tirano e infiel Antenor na trama
Tony Ramos surpreende como o tirano e infiel Antenor na trama

Mauro Alencar destaca o fortalecimento das tramas paralelas, como o casal Fred e Camila, o núcleo cômico do Copamar reforçado pela família do pai de Antenor e a relação entre Cássio (Marcello Antony) e Mateus (Gustavo Leão). "A novela tem bons conflitos e os personagens são interessantes", fala o doutor em telenovelas.

Os especialistas ressaltam ainda que o texto passou por adaptações para cair no gosto popular. Bebel (Camila Pitanga), por exemplo, está mais para a comédia do que para a volúpia, comenta Mauro Alencar. "Ela está menos real e mais idealizada, cômica. Esse jeito desbocado é típico dos personagens suburbanos do Gilberto. Até as cenas de sexo estão mais suaves", diz.

Outra coisa que agradou foi Alessandra Negrini como Taís. "As pessoas gostam muito mais da Alessandra vilã do que da mocinha", afirma Mayer.

Nas duas últimas semanas, "Paraíso" cresceu dez pontos. Para os especialistas, isso quer dizer que a preocupação acabou. Mas os autores discordam. "Não conheço nada que rigorosamente não falhe em uma novela", diz Braga. "Temos um time de grandes atores que trabalham com garra defendendo seus personagens. O sucesso é conseqüência do trabalho duro e do empenho de todos", completa Ricardo Linhares.

 

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