Publicidade

Ilustrada
07/06/2007 - 14h37

Parada gay de SP deve ter o maior faturamento da história

Publicidade

SÉRGIO RIPARDO
Editor de Ilustrada da Folha Online

O mercado gay de São Paulo faz as contas e prevê o maior faturamento da sua história com as festas programadas até o próximo domingo (10), dia da maior parada do mundo, na av. Paulista.

Pelo menos dois motivos explicam o recorde: menores custos com a contratação de DJs estrangeiros, com o dólar baixo, e a maior divulgação do evento, graças ao dinheiro dos patrocinadores, como a Caixa Econômica Federal e Petrobras.

Sérgio Ripardo/Folha Online
Balões com as cores do arco-íris já enfeitam fachada do Conjunto Nacional, na av. Paulista
Balões com as cores do arco-íris já enfeitam fachada do Conjunto Nacional, na av. Paulista

Na madrugada desta quinta-feira, os maiores clubes noturnos voltados para o público gay, como a The Week, Blue Space e Bubu Lounge, estavam lotados. Festas extras foram organizadas em cima da hora, de olho no público excedente.

O faturamento do mercado na cidade deve chegar a R$ 135 milhões, sendo R$ 70 milhões só de impostos. As cifras são consideradas acima da média para o período. A arrecadação vem do dinheiro dos tributos pagos pela hotelaria, restaurantes, bares, clubes e o setor de transporte.

Com policiamento, grades, banheiros químicos e apoio médio, o município vai gastar R$ 350 mil. Profissionais experientes na organização de festas contam que os primeiros lotes de ingressos esgotaram com mais rapidez, na comparação com o ano passado, quando a indefinição sobre o local da parada travou o mercado e confundiu os turistas, que ficaram sem condições seguras de fechar pacotes.

Neste ano, com a decisão da Prefeitura de São Paulo de manter o evento na av. Paulista, boates, agências de turismo e hotéis conseguiram trabalhar com antecedência tanto no planejamento como no fechamento de negócios.

A rede de hotéis Blue Tree, por exemplo, ofertou pacote de hospedagem incluindo festas na The Week. Já as reservas esgotaram com um mês de antecedência no hotel Bourbon, tradicional endereço na Vieira de Carvalho, epicentro gay, entre a praça da República e o largo do Arouche.

Alguns empresários envolvidos na indústria de lazer para o público GLS evitam divulgar oficialmente números sobre custos e lucros. Nos bastidores dos clubes noturnos, predomina a correria para garantir a infra-estrutura para apresentação de DJs e segurança dos freqüentadores.

Há preocupação de alguns donos de boates com ataques homofóbicos, que se multiplicaram neste primeiro semestre com agressões registradas nas regiões da Consolação, Paulista e República. Além disso, os relatos de furtos dentro dos clubes, principalmente de carteiras e celulares, tornaram-se freqüentes. A Folha Online apurou que policiais disfarçados estão infiltrados nas boates para inibir também a ação de traficantes, principalmente de cocaína e ecstasy.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca