Ilustrada
07/06/2007 - 15h16

Reforma agrária reconhece casal lésbico como "família"

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da Folha Online

O Brasil começa a colecionar casos de discussão pública da homossexualidade nos meios rural e sindical. Neste ano, um casal de lésbicas conseguiu ser contemplado no programa nacional de reforma agrária do governo federal.

As trabalhadoras rurais Sueli Pereira e Silva, 38, e Graciana Lopes Ferreira, 24, conseguiram ser assentadas no projeto Nova Aliança, no município de Baliza (interior de Goiás). O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) de Goiás reconheceu o casal homossexual como uma unidade familiar.

Divulgação
Trabalhadoras Sueli Pereira e Silva e Graciana Lopes Ferreira foram assentadas em Goiás
Trabalhadoras Sueli Pereira e Silva e Graciana Lopes Ferreira foram assentadas em Goiás

Em 2005, Zildenice Ferreira dos Santos e Darci Maria Batista dos Santos foram o primeiro casal homossexual a obter reconhecimento do Incra. Elas ganharam o direito a um lote em Iaras (interior de SP), no assentamento Zumbi dos Palmares.

Para o diretor administrativo da Fetaeg (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Goiás), a decisão do Incra representa "um avanço do movimento sindical".

No Distrito Federal, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) decidiu ampliar o debate sobre os direitos dos gays, criando em seu jornal uma coluna sobre homofobia. Nos bancos públicos, fundos de pensão já começam a colocar parceiros de homossexuais como dependentes. Foi o que ocorreu neste ano com o Banco do Brasil, onde companheiros de funcionários gays foram reconhecidos pelo fundo de pensão Previ.

Na iniciativa privada, esse movimento também é notado. Em março, a Rede Globo anunciou que seus funcionários já podem incluir companheiros do mesmo sexo como dependentes em seus planos de saúde, depois que Gilberto Braga, um dos autores da novela global das 21h, "Paraíso Tropical", lamentou o fato de seu companheiro há 34 anos não ter direito ao benefício.

 

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