Jornalistas e até assessor do PT sofrem furtos na Parada Gay
da Folha Online
A região da av. Paulista, onde ocorre a 11ª edição da Parada Gay de São Paulo, registra diversos furtos. No vão do Masp (Museu de Arte de São Paulo), participantes reclamam da ação dos bandidos, que levam principalmente celulares e carteiras. Até líderes do movimento gay chegam à área de imprensa para relatar casos. Jornalistas também são vítimas de furtos, como Marcelo Cia, editor do portal Mix Brasil. Outro que foi atacado foi o militante Julian Rodrigues, assessor parlamentar do PT.
Procurados pela reportagem, representantes da Polícia Militar (major Benjamin) e do Corpo de Bombeiros (major Cleodato) disseram que "não há ocorrências graves" até o momento.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, há mais de 900 policiais civis e militares envolvidos na vigilância do evento. No ano passado, foram registrados cerca de 80 boletins de ocorrência --a maioria de furto e roubo de carteiras, celulares, equipamentos fotográficos, além de lesões corporais ocasionadas pela embriaguez.
Quatro delegacias centralizam o atendimento das ocorrências na Parada Gay: 4º DP (r. Marquês de Paranaguá, 246, Consolação), 78º DP (r. Estados Unidos, 1.608, Jardins), 3º (r. Aurora, 322, Santa Efigênia) e 5º DP (r. Professor Antonio Prudente, 160, Aclimação).
Problemas em trios
| João Wainer/Folha Imagem |
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Com a largada dos trios elétricos, no início da tarde, a Polícia Militar divulgou a primeira estimativa de público presente na região da av. Paulista: cerca de 1 milhão de participantes, segundo Silvio Sciacca, capitão do 11º Batalhão. Três do total de 23 trios programados não conseguiram chegar ainda à av. Paulista, porque não conseguiram passar por um viaduto.
Com o domingo ensolarado, com temperatura de 28ºC na Paulista, a tendência é que o evento incorpore mais participantes ao longo de seu percurso. A dispersão deve ocorrer na praça Roosevelt por volta das 20h30.
Com o tema "Por um mundo sem racismo, machismo e homofobia", a Parada Gay vai tentar mais uma vez quebrar o recorde de público, neste domingo. No ano passado, a polícia calculou em 2,5 milhões de participantes --número que foi usado no "Guiness 2007", o famoso livros dos recordes.
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