Prostitutas lançam revista na Ucrânia e conseguem sucesso editorial
da Ansa, em Moscou
As prostitutas da cidade de porto ucraniana Nikolaiev, no Mar Negro, publicaram uma revista chamada "Podorozhnik", nome russo dado às ervas daninhas que crescem às margens das ruas.
A revista é patrocinada por uma fundação beneficente. Foram impressas 6 mil cópias, que serão distribuídas nos maiores prostíbulos da cidade, nos motéis e nos locais onde as associações anti-Aids organizam a substituição das seringas infectadas e fornecem profiláticos.
Na cidade de Nikolaiev há cerca de 4 mil prostitutas em atividade.
Os textos, escritos pelas próprias prostitutas do local ou por elas selecionados da internet, são baseados em episódios reais. Também são bem-vindas histórias de fantasia ou poesia.
Na revista há muitos conselhos profissionais, que incluem como convencer os clientes teimosos a usarem preservativos a como evitar um estupro. Não faltam também os contos, o horóscopo e as palavras cruzadas.
A capa de cada número traz uma fotografia de uma das mulheres. As colaboradoras não recebem salário pelas matérias, mas têm a satisfação de ver o seu nome em uma revista que já é popular na cidade, já que esgotou poucos minutos após a distribuição.
A diretora Maria Tkacenko, que não colabora no trabalho das redatoras, anunciou a intenção de ampliar o lucro inserindo publicidade na revista.
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