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19/06/2007 - 09h19

Ancine aposta na co-produção para inserir cinema nacional na China

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da Efe, em Xangai

Produtoras brasileiras apostarão na co-produção com a China como única maneira de introduzir o cinema nacional no país, explicou hoje à agência Efe Manoel Rangel, diretor da Ancine.

O Brasil se aproxima do mercado chinês principalmente em festivais. Este ano, está presente com 17 filmes no Festival Internacional de Cinema de Xangai.

Divulgação
"A Máquina", com Paulo Autran, é exibido no Festival Internacional de Cinema de Xangai
"A Máquina", com Paulo Autran, é exibido no Festival Internacional de Cinema de Xangai

A China só autoriza a exibição no país de vinte filmes estrangeiros ao ano, e estes costumam ser quase todos americanos. "Portanto, o único caminho para estrear na China é a co-produção", ressaltou Rangel.

Para destacar esta intenção, o país vai ao festival com sua maior participação até agora: 12 filmes no ciclo "Foco sobre o Brasil", paralelo ao festival, e outros cinco longas-metragens dentro da seção "Panorama".

A delegação da Ancine está reforçada pelas atrizes Mariana Ximenez ("A máquina") e Vanessa Giácomo ("Canta Maria"), o ator Daniel de Oliveira e os diretores Augusto Sevá ("Estórias de Trancoso") e Aníbal Massani Neto ("Pelé Eterno").

A Ancine está negociando com a Administração Estatal de Rádio, Cinema e Televisão da China para assinar um acordo de co-produções similar aos que França, Índia e Austrália já têm.

"É preciso compreender as diferenças de cada mercado: o chinês tem estas características, como a França e a Espanha têm as suas e o Brasil tem terceiras, e este nos parece o caminho mais eficaz para entrar no mercado chinês e estar em contato com a sociedade chinesa', ressaltou Rangel.

A primeira co-produção cinematográfica sino-brasileira começou a ser rodada esta semana em Pequim e Xangai. "O Amor do Outro Lado do Mundo" é dirigido por Moacyr Góes e tem como protagonista Lucélia Santos, que se tornou conhecida na China por "Escrava Isaura".

O Brasil tenta aprofundar os laços convidando a China a realizar um ciclo de filmes no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, em setembro.

"É importante que tenhamos mais cinemas nacionais de todas as partes em nossos países" para resistir aos filmes de Hollywood e ter um olhar diversificado da cinematografia mundial", ressaltou Rangel.

Durante o ciclo "Foco sobre o Brasil", serão exibidos esta semana os filmes "A Máquina" e "Fica Comigo Esta Noite", de João Falcão; "O Maior Amor do Mundo" e "Deus é Brasileiro", de Cacá Diegues, e "O Caminho das Nuvens" --rebatizado de "In the Middle of the World" ("No Meio do Mundo") no exterior--, de Vicente Amorim.

Também serão mostrados "Cinema, Aspirinas e Urubus", de Marcelo Gomes; "Dois Filhos de Francisco", de Bruno Silveira; "Pelé Eterno", de Aníbal Massani; "Vinicius", de Miguel Faria Jr.; e "Coisa mais Linda", de Paulo Thiago.

Entre os clássicos estão "Vidas Secas" (1963), de Nelson Pereira dos Santos, e "Macunaíma" (1969), de Joaquim Pedro de Andrade.

Dentro da seção "Panorama" serão exibidos "Trair e Coçar É só Começar", de Moacyr Góes; "Estórias de Trancoso", de Augusto Sevá; "Os 12 Trabalhos", de Ricardo Elias; "Caixa Dois", de Bruno Barreto e "Canta Maria", de Francisco Ramalho Jr.

 

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