Após problema cardíaco, Paulo Autran deixa hospital em SP
da Folha Online
Paulo Autran, 84, recebeu alta na manhã desta terça-feira. O ator estava internado no Hospital Sírio-Libanês e deve continuar seu tratamento em casa.
| Ana Ottoni/Folha Imagem |
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| Paulo Autran havia sentido dores no camarim do teatro Cultura Artística |
Autran estava desde o dia 17 de junho na Unidade Crítica Coronariana do hospital, em decorrência de um problema cardíaco que logo foi revertido pelos médicos.
Ele passou mal no camarim do teatro Cultura Artística pouco antes de apresentar o espetáculo "O Avarento", que foi temporariamente suspenso --o teatro programa sua volta para a próxima semana.
A equipe que tratou do ator teve coordenação de Drauzio Varella, segundo nota assinada por Riad Younes, diretor clínico do hospital, e Antonio Lira, diretor técnico hospitalar.
Em abril, o ator foi internado no mesmo hospital com quadro de infecção.
Carreira
Nascido no Rio de Janeiro e formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (Universidade de São Paulo) em 1945, Paulo Autran chegou a abrir um escritório antes de assumir a carreira artística. Ele estreou em um palco (ainda amador) em 1947.
| Flávio Florido/Folha Imagem |
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| "O Avarento", de autoria de Molière, é o 90º espetáculo na carreira do ator Paulo Autran |
Na TV, seu último trabalho foi na minissérie "Hilda Furacão" (1998), da Globo. Entre seus trabalhos nesse veículo se destacam "Pai Herói" (1979), "Guerra dos Sexos" (1983), "Sassaricando" (1987) e "Brasileiras e Brasileiros" (1990).
Já no cinema esteve recentemente em "A Máquina" (2005) e "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias" (2006).
É no Teatro que Autran possui seu currículo mais extenso. Alguns sucessos do ator nos palcos foram "Otelo", "Antígone", "My Fair Lady", "Liberdade, Liberdade", "A Morte do Caixeiro Viajante", "Visitando o Sr. Green" e "Adivinhe quem Vem para Rezar".
Cuspidela
Em sabatina realizada pela Folha em novembro de 2005, Autran lembrou momentos insólitos de sua trajetória, quando como cuspiu em Paulo Francis (1930-1997), então crítico de teatro, em defesa da amiga Tônia Carrero.
"Juntei bastante cuspe e cuspi com prazer", recorda ele. Em outra oportunidade, tentou dar um soco no crítico pelo mesmo motivo, mas não foi muito bem-sucedido. "Nunca havia dado um soco em ninguém. É difícil, sabe? O corpo se contrai, o braço fica sem força" revelou, bem-humorado.
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