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07/07/2007 - 14h51

Live Earth no Rio deve atrair 500 mil pessoas

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da Folha Online

O Live Earth --evento criado para chamar a atenção do mundo com uma série de shows para a questão das mudanças climáticas--, que já aconteceu neste sábado na Austrália, no Japão, em Xangai, na África do Sul, na Alemanha e no Reino Unido, passa pelo Rio, no Brasil, com um público esperado de 500 mil pessoas.

O show no Rio acontece na praia de Copacabana, a partir das 16h --o evento no Rio é o único dentro do Live Earth que terá entrada franca. Ele será realizado no mesmo local em que os Rolling Stones se apresentaram em 2006, em um palco na areia em frente ao hotel Copacabana Palace.

Fabian Bimmer/AP
Colombiana Shakira participou do Live Earth em Hamburgo, na Alemanha; veja mais fotos
Colombiana Shakira participou do Live Earth em Hamburgo, na Alemanha; veja mais fotos

A versão brasileira do evento terá apresentações de Xuxa, Jota Quest, Marcelo D2 (com participação de Alcione), MV Bill, O Rappa e Jorge Ben Jor, além dos norte-americanos Pharell Williams, Macy Gray e Lenny Kravitz.

A expectativa da organização do Live Earth é que o evento seja assistido, pela TV e na internet, além de acompanhado por rádio, por cerca de dois bilhões de pessoas no mundo (veja galeria de imagens).

A maratona de 24 horas de shows, idealizada pelo ex-vice-presidente dos EUA Al Gore, teve início em Sydney (Austrália). O evento foi aberto com uma apresentação de líderes tribais aborígenes.

Stephen Hird/Reuters
Black Eyed Peas se apresentou pelo Live Earth em Londres; veja mais imagens do evento
Black Eyed Peas se apresentou pelo Live Earth em Londres; veja mais imagens do evento

Cerca de 50 mil pessoas assistiram na capital australiana a apresentações de Jack Johnson, Wolfmother e Crowded House --estes, enquanto se apresentavam tiveram de lidar com a falta de energia no painel luminoso no fundo do palco duas músicas antes de terminarem seu show. "Enquanto o som estiver funcionando, tudo bem. Quem precisa da luz, afinal?", disse o guitarrista e vocalista da banda, Neil Finn.

Na etapa seguinte, em Tóquio, o vocalista da banda americana Linkin Park, Chester Bennington, disse que o grupo se uniu à iniciativa do Live Earth "porque podemos fazer a diferença apenas se tentarmos". No Japão ainda se apresentaram atrações locais como a banda Genki Rockets e a cantora Ayaka.

Em Xangai, após a apresentação de artistas locais, veio ao palco a cantora inglesa Sarah Brightman --que reuniu apenas 3.000 pessoas, segundo a CNN. Houve até uma apresentação na Antártida, da banda estreante Nunatak.

Alistair Simpson/Reuters
Banda Nunatak tocou na Antártida; veja fotos
Banda Nunatak tocou na Antártida; veja fotos

Em Londres, a expectativa dos organizadores do evento é que 70 mil pessoas compareçam ao estádio de Wembley para assistir às apresentações de Genesis, Razorlight, Snow Patrol, Madonna e Red Hot Chili Peppers.

Gore disse, em Washington, que os concertos de hoje sejam o início de uma campanha, para durar entre três e cinco anos, para promover a defesa do ambiente e alertar sobre o aquecimento global. Ele espera que os governos mundiais se sintam pressionados a assinar, até 2009, um novo tratado para reduzir a poluição global em até 90% nos países ricos e, no mundo todo, e em mais da metade até 2050.

Críticos

Eugene Hoshiko/AP
Palco do concerto em Shanghai, na China
Palco do concerto em Shanghai, na China

No início do ano, o veterano vocalista do The Who, Roger Daltrey, disse que '"a última coisa que o mundo precisa é de um show de rock". O músico e ativista Bob Geldof --idealizador dos Live Aid, em 1985, e do Live 8, no ano passado-- disse que o mundo já sabe do aquecimento global e que falta ao Live Earth um objetivo final.

Os britânicos do Arctic Monkeys também criticaram a suposta "hipocrisia" envolvendo o Live Earth. "É um pouco de paternalismo para nós, aos 21 anos, tentar iniciar uma mudança no mundo", afirmou o baterista do Arctic Monkeys, Matt Helders. "Especialmente quando utilizamos tanta energia como em dez casas para iluminar um palco. Seria algo hipócrita."

"Sem contar que passamos o tempo todo de um avião a outro", disse o baixista do grupo, Nick O'Malley.

Neil Tennant, dos Pet Shop Boys, também é crítico em relação à idéia. "Eu sempre fui contra a idéia de que as estrelas do rock dêem lições, como se soubessem algo que os demais ignoram."

 

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