Livro do personagem Tintin é acusado de ter conteúdo racista
da Ansa, Londres
A cadeia de livrarias britânicas Borders retirou da seção infantil o livro "Tintin no Congo", da série de livros que narra as aventuras do jovem jornalista belga, por considerar que a obra contenha conteúdo racista.
| Reprodução |
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| Livro "Tintin no Congo" é acusado de divulgar valores racistas |
A Comissão para a Igualdade Racial (CRE), afirmou ser inaceitável que qualquer livraria do Reino Unido venda o popular livro de desenhos da década de 1930 devido aos estereótipos racistas presentes no volume.
O livro inclui uma cena em que Tintin é nomeado chefe de uma tribo africana por ser um "bom homem branco".
"Este livro contêm imagens e palavras muito prejudiciais racialmente, com nativos selvagens descritos como macacos e que falam como imbecis. Isto é inaceitável como literatura para menores", disse uma porta-voz do CRE.
"Este tipo de literatura é muito ofensiva para muitos e deve ser retirada das estantes infantis de imediato" acrescentou.
Para a CRE, os livros de Tintin somente deveriam ser mostrados "em museus", com uma advertência escrita "material ultrapassado, totalmente racista".
Uma porta-voz de Borders confirmou que a série de Tintin será retirada das estantes da seção infantil, no entanto não deixará de ser vendida na parte de literatura para adultos.
A Waterstone's, outra importante cadeia de livrarias do país, declarou que não vai censurar o livro.
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