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Ilustrada
12/07/2007 - 14h26

Livro do personagem Tintin é acusado de ter conteúdo racista

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da Ansa, Londres

A cadeia de livrarias britânicas Borders retirou da seção infantil o livro "Tintin no Congo", da série de livros que narra as aventuras do jovem jornalista belga, por considerar que a obra contenha conteúdo racista.

Reprodução
Livro "Tintin no Congo" é acusado de divulgar valores racistas
Livro "Tintin no Congo" é acusado de divulgar valores racistas

A Comissão para a Igualdade Racial (CRE), afirmou ser inaceitável que qualquer livraria do Reino Unido venda o popular livro de desenhos da década de 1930 devido aos estereótipos racistas presentes no volume.

O livro inclui uma cena em que Tintin é nomeado chefe de uma tribo africana por ser um "bom homem branco".

"Este livro contêm imagens e palavras muito prejudiciais racialmente, com nativos selvagens descritos como macacos e que falam como imbecis. Isto é inaceitável como literatura para menores", disse uma porta-voz do CRE.

"Este tipo de literatura é muito ofensiva para muitos e deve ser retirada das estantes infantis de imediato" acrescentou.

Para a CRE, os livros de Tintin somente deveriam ser mostrados "em museus", com uma advertência escrita "material ultrapassado, totalmente racista".

Uma porta-voz de Borders confirmou que a série de Tintin será retirada das estantes da seção infantil, no entanto não deixará de ser vendida na parte de literatura para adultos.

A Waterstone's, outra importante cadeia de livrarias do país, declarou que não vai censurar o livro.

 

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