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Ilustrada
19/07/2007 - 11h34

TV evita divulgar imagens de queda de vítima do edifício da TAM

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da Folha Online

A TV Cultura optou por não divulgar imagens exclusivas do acidente com o Airbus-A320 da TAM. A emissora informou ter filmado a queda de uma mulher do edifício da TAM Express, que foi consumido pelas chamas após a colisão da aeronave.

Segundo o canal, o material é composto por "imagens fortes, cuja divulgação não condiz com as normas que devem orientar a prática do Jornalismo Público".

TV Cultura
Pessoas aguardam socorro no alto do edifício em chamas da empresa Tam Express
Pessoas aguardam socorro no alto do edifício em chamas da empresa Tam Express

Na terça-feira (17), às 18h50, horário do acidente, uma equipe da emissora estava em Congonhas produzindo uma reportagem sobre segurança na pista do aeroporto. A repórter Laís Duarte e o cinegrafista Marcelo Scano se encontravam próximos ao portão de embarque dos passageiros. Ao notarem a explosão, correram para o local do acidente e fizeram as primeiras imagens em solo.

A TV Cultura ofereceu imagens à imprensa, mas selecionou o material, excluindo as cenas mais fortes --incluindo a queda da mulher, supostamente funcionária da TAM, do alto do prédio atingido pelo avião. A foto nesta página foi reproduzida a partir das imagens em vídeo disponibilizadas pela emissora.

O Airbus-A320 teria derrapado na pista principal de Congonhas, ao pousar. Sem controle, ele cruzou a avenida Washington Luís e atingiu um prédio da TAM Express e um posto de combustíveis. O choque causou um incêndio de grandes proporções.

Confira a íntegra da nota divulgada na quarta-feira (18):

"A TV Cultura decidiu não veicular nem ceder imagens captadas ontem [terça-feira] por sua equipe de reportagem, mostrando a seqüência da queda de uma suposta funcionária da TAM do alto do prédio da empresa, atingido por uma aeronave.

A emissora considera que são imagens fortes, cuja divulgação não condiz com as normas que devem orientar a prática do Jornalismo Público. Conforme o Guia de Princípios do Jornalismo Público, 'destacar só os desvãos mais sombrios dos fatos gera nas pessoas um entendimento fatalista do mundo, que deixa de ser um projeto humano, resultado da vontade dos homens, para se tornar uma sucessão de eventos inexoráveis sobre os quais nunca se pode interferir'."

 

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