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Ilustrada
19/07/2007 - 14h26

Em Congonhas, Eva Wilma compara crise aérea a greve no MinC

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DÉBORA BERGAMASCO
da Folha Online

Eva Wilma comparou a crise aérea brasileira à greve no Ministério da Cultura (MinC). A atriz, que encerrou temporada do espetáculo "O Manifesto" em São Paulo, esteve no aeroporto de Congonhas para comprar passagens nesta quinta-feira.

Eva afirmou que o acidente com o Airbus-A320 da TAM não a deixou com medo de voar. "Vôo desde 1953. Vou continuar a voar normalmente."

Greg Salibian/Folha Imagem
Segundo Eva Wilma, crise da cultura é paralela à crise aérea e artistas estão "abandonados"
Segundo Eva Wilma, crise da cultura é paralela à crise aérea e artistas estão "abandonados"

Sobre a situação dos aeroportos, a atriz lembrou os problemas vividos atualmente pela classe artística. "A crise aérea é como a crise no MinC, que está há dois meses em greve", comentou. A peça "O Manifesto", da atriz, é co-patrocinada pela companhia TAM.

"Estreei há dois meses o espetáculo em São Paulo. Vou viajar com ele para Curitiba e Porto Alegre e ainda não consegui sequer um carimbo", diz a atriz, referindo-se à aprovação da captação de recursos por meio de leis de incentivo fiscal. "Os artistas estão abandonados", desabafou.

O ministério entrou em greve no dia 15 de maio por tempo indeterminado. Os servidores reivindicam a criação do Plano Especial de Cargos da Cultura e Gratificação Específica de Atividade Cultural, aprovado em 2005.

O espetáculo "O Manifesto" esteve em cartaz na capital paulista desde 12 de junho e conta a história de um casal da alta roda inglesa. Edward, um general-de-brigada amante da disciplina é interpretado por Othon Bastos. Eva encarna Margareth, uma lady progressista que assina um manifesto de repúdio à guerra no Iraque.

Em maio, a atriz sofreu uma arritmia cardíaca, mas logo voltou aos palcos.

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