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Ilustrada
31/07/2007 - 00h45

Personalidades e imprensa repercutem morte de Ingmar Bergman

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da Folha Online
da Associated Press, em Estocolmo

A morte de um dos maiores mestres do cinema, o diretor Ingmar Bergman, 89, repercutiu nos mais importantes jornais e revistas do mundo e de cultura. Uma unanimidade entre os vários veículos é a de que o cineasta foi um dos maiores nomes do cinema no século 20.

Divulgação
Cena do longa-metragem "O Sétimo Selo" , de Ingmar Bergman; confira galeria de imagens
Cena do longa-metragem "O Sétimo Selo" , de Ingmar Bergman; confira galeria de imagens

O diretor morreu na manhã de segunda-feira (30) em sua casa, no sul da Suécia. A causa da morte de Bergman não foi revelada, mas, segundo a revista "Variety", amigos afirmaram que ele nunca se recuperou de uma operação realizada no último outubro.

Com uma das mais impressionantes filmografias da história do cinema, Bergman dirigiu filmes como "Morangos Silvestres" (1957), "O Sétimo Selo" (1957), "O Ovo da Serpente" (1978) e "Gritos e Sussurros" (1972).

O jornal francês "Le Monde" destacou o diretor como o do "silêncio e da solidão". A conhecida publicação francesa também comentou a homenagem feita pela Suécia em resposta à morte do diretor. O país preferiu, durante muito tempo, ignorar Bergman.

O diretor Woody Allen disse que Bergman foi "provavelmente o maior artista do cinema desde a invenção da câmera que capta movimentos".

Seijbold Gunnar/Efe
Diretor morreu nesta segunda-feira (30) aos 89 anos; Suécia prestou homenagens a Bergman
Diretor morreu nesta segunda-feira (30) aos 89 anos; Suécia prestou homenagens a Bergman

Bergman se aposentou em 2003, com o filme feito para a televisão "Saraband". O produto foi ao ar pela TV Pública da Suécia. No filme, há a participação de Liv Ullmann no elenco. A atriz norueguesa, que teve um relacionamento com o diretor, tem uma filha com ele e esteve em diversos filmes de Bergman.

O jornal "The New York Times" comparou Bergman aos diretores Federico Fellini e Akira Kurosawa. A comparação foi feita em outras repercussões sobre a morte do diretor.

O diretor italiano Bernardo Bertolucci afirmou que a obra de Bergman levou o cinema a searas antes exclusivas da literatura.

O jornal italiano "Corriere della Sera" relacionou Bergman aos diretores italianos Federico Fellini e Roberto Rossellini. O cineasta americano Stanley Kubrick também foi uma referência associada a Bergman pela publicação italiana.p(tagline).

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