Publicidade

Ilustrada
09/08/2007 - 11h00

Fórmula ironia-gargalhada marca filme dos Simpsons

Publicidade

LIGIA BRASLAUSKAS
Editora da Folha Online

"Por que pagar para assistir ao filme no cinema se na televisão passa de graça?" Sim, essa pergunta é dele, do gorducho, careca, faminto e tomador de cerveja Homer Simpson, que agora vem em formato longa-metragem e chega às telas brasileiras no dia 17.

"Os Simpsons - o Filme" arranca boas gargalhadas com sátiras políticas e dá ao governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, o papel de presidente dos Estados Unidos e a incumbência de resolver uma tragédia ambiental causada por Homer, que, em mais uma demonstração de sua preguiça para resolver questões práticas, acaba pondo a cidade de Springfield e sua própria condição como chefe de família em apuros.

Divulgação
Adaptação da série de TV, "Simpsons - O Filme" estréia em 17 de agosto no Brasil
Adaptação da série de TV, "Simpsons - O Filme" estréia em 17 de agosto no Brasil

O filme corresponde às expectativas de quem acompanha à série de TV "Os Simpsons", em cartaz nos EUA desde 1989 e que atualmente está em sua 19ª temporada. A criação é assinada por Matt Groening, e a direção é de David Silverman, ambos na série desde sua criação. Silverman também atuou como co-diretor da animação "Monstros S/A" (2001).

No longa, a famosa abertura, em vez de apenas mostrar a família Simpson chegando em casa, valoriza outros habitantes, que normalmente têm papel secundário na série da TV. Além disso, a vinheta conta com a participação da banda Green Day, que aparece com sua voz original, a exemplo de Tom Hanks, também no filme.

Ao longo dos 83 min, há várias referências satíricas a séries de TV. Na parte mais dramática, quando existe uma expectativa por uma cena decisiva, aparece na tela "to be continued" ("continua"). Mas a resposta a isso é ainda mais divertida. Em outra cena, Bart, o filho "diabólico" dos Simpsons, também dá seu recado. Ele aparece escrevendo em um quadro-negro --como se estivesse cumprindo um "castigo" de escola: "Não devo baixar o filme [dos Simpsons] em formato pirata pela internet".

Na TV brasileira, a história da família Simpson [Homer, sua mulher, Marge, e seus filhos Bart, Lisa e Maggie] teve início em 1991 e mantém seguidores fiéis, que gostam de rir das bobagens e brincadeiras presentes nos episódios --alguns com comentários não muito positivos sobre o Brasil. Em um deles, intitulado "O Feitiço de Lisa" (13ª temporada), aparecem o Aeroporto Internacional do Galeão, o Cristo Redentor, Carnaval e favelas cariocas e a falsa imagem de que há macacos correndo pelas ruas, além do tal "jeitinho brasileiro".

Divulgação
Série tem 18 anos de exibição nos Estados Unidos; longa chega ao Brasil em agosto
Série tem 18 anos de exibição nos Estados Unidos; longa chega ao Brasil em agosto

Agora, no filme, o Brasil volta a ser citado. Outra menção reconhecida no longa é o episódio "Bart, o Destemido", oitavo capítulo da segunda temporada da série da TV --quem viu vai reconhecer a semelhança na hora.

A versão brasileira do longa é quase toda dublada pela equipe que faz as séries, apenas uma voz foi trocada, a de Homer Simpson. Devido a desentendimentos, Waldir Sant'anna, que deu "vida" ao personagem, foi substituído. Desde julho último, Carlos Alberto Vasconcellos da Silva é a nova voz de Homer, inclusive no longa-metragem. A troca gerou vários grupos de discussão e crítica na internet.

Aqueles que não acompanham a série na TV com freqüência talvez nem notem a diferença na voz do protagonista no filme. Já os os "viciados" em Simpsons não vão achar que a dublagem é a mesma coisa, mas isso não altera o teor humorístico do filme.

"Os Simpsons - O Filme" entra em cartaz no próximo dia 17 em todo o Brasil. Das 450 cópias distribuídas, apenas 20 serão legendadas.

Colaborou Carla Zanon

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca