Ilustrada
17/08/2007 - 07h30

Inédito, filme "Tropa de Elite" já é vendido em DVD por camelôs do RJ

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SILVANA ARANTES
da Folha de S.Paulo

O filme inédito "Tropa de Elite", de José Padilha, sobre o Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar), cuja estréia nos cinemas está prevista para outubro, foi alvo de pirataria e está sendo vendido em cópias ilegais por camelôs, no Rio de Janeiro.

A polícia investiga o caso. Padilha, que despontou no cinema com o documentário "Ônibus 174", está seguro de que o responsável pelo vazamento do filme será identificado e preso em breve. "Vamos pegar o cara. É inevitável", afirma.

David Prichard/Divugação
Ator Caio Junqueira em cena do filme "Tropa de Elite", com lançamento previsto para outubro
Ator Caio Junqueira em cena do filme "Tropa de Elite", com lançamento previsto para outubro

A versão pirata, que está sendo oferecida a R$ 10 no comércio informal, corresponde, segundo o diretor, ao "terceiro corte [versão editada] do filme" e, de acordo com Padilha, há registros "de todos os que puseram a mão nessa cópia".

O cineasta diz que, no ponto em que estão, as investigações demonstram que "o elo entre o cara que roubou e o mercado de pirataria é um PM, o que comprova a tese do filme".

"Tropa de Elite", protagonizado pelo ator Wagner Moura, no papel de um capitão do Bope inspirado numa fusão de personagens reais, enfoca práticas de corrupção e atos de violência desmedida cometidos por membros da corporação.

Durante as filmagens, no ano passado, no Rio, a equipe foi alvo de um roubo. Os ladrões abordaram uma van que transportava um carregamento de armas cenográficas e levaram o armamento.

"Tropa de Elite" é candidato a abrir o Festival do Rio, no próximo dia 20 de setembro, e será submetido também às seleções dos festivais Sundance (janeiro de 2008) e de Berlim (fevereiro de 2008).

Padilha diz que "ninguém sabe o efeito" que as vendas piratas terão sobre a bilheteria do filme, mas acredita na chance de não haver prejuízo à performance da venda de ingressos, já que "o público do DVD pirata é um e o dos cinemas, outro".

Ainda assim, o diretor afirma estar chateado com a divulgação de sua obra inacabada. "É como se você fosse um escritor e as pessoas estivessem lendo o rascunho de seu livro."

Colaborou a Sucursal do Rio

 

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