Personagem de Marcello Novaes ganha espaço em "Sete Pecados"
VIVIAN MASUTTI
do Agora
Marcello Novaes fez 45 anos na última segunda-feira comemorando, também, uma nova fase em "Sete Pecados" (Globo). Na pele do boa-pinta Vicente, o ator ganhará mais espaço na trama, com a aproximação entre o professor de educação física que interpreta e a diretora da escola, Miriam, vivida por Gabriela Duarte. "Agora chegou a minha hora", vibra o ator.
Fora das novelas desde o ano passado, quando fez uma participação em "Malhação" como Daniel, o ator julga seu atual momento promissor. "A novela tende a melhorar. Os personagens começam a aparecer mais. O Walcyr é assim, vai aos poucos", conta. "Além de atuar, acho que a gente têm a oportunidade de mostrar esse lance da educação pública. Com um pouco de boa vontade, dá para melhorar", diz o ator sobre seu personagem na novela.
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| Marcello Novaes interpreta professor Vicente na novela "Sete Pecados"; personagem começa a aparecer mais |
Mas, se na história de Walcyr Carrasco Novaes e Gabriela entram em sintonia pelo bom caráter de seus personagens, em "América" (2005), novela em que também trabalharam juntos, a índole do personagem de Novaes não era tão boa assim.
A um ano de completar 25 de carreira, ele se lembra, com carinho, de seus trabalhos anteriores. "Geninho era vilãozinho, ambicioso. O Vicente é íntegro", diz o ator, que admite não conseguir enxergar claramente o pecado de seu personagem. "Ele passou por uma fase em que estava desmotivado. Mas ele não é preguiçoso, não", afirma.
Assim era também o personagem que Novaes interpretou em seu primeiro trabalho com Carrasco. O Timóteo de "Chocolate com Pimenta" (2003) era um caipira boa-praça, de bom de coração e, principalmente, querido pelo público infantil. "Dediquei o personagem às crianças. E isso foi um desafio, porque o Timóteo era muito caracterizado. Foi a primeira vez em que vivi um personagem assim", diz o ator.
"Todos aqueles trejeitos poderiam não dar certo. Mas, quando eu contei aos meus filhos [Diogo, de 12 anos, e Pedro, de 10] que eu teria sotaque, conversaria com uma vaca e com outros bichos, eles rolaram de rir. E isso me incentivou." Para Carrasco, valeu a pena. "Eu sempre escrevi tipos caipiras nas minhas novelas. E ele fez um Timóteo genial", diz o autor.
Apesar do orgulho que Novaes sente do caipira que interpretou em "Chocolate com Pimenta", o ator confessa que é do seu primeiro protagonista que não se esquece. "O Raí é o campeão e vai ficar para a história", diz, referindo-se ao espontâneo mecânico que encarnou em "Quatro por Quatro" (1994). "Era um fanfarrão, mulherengo e justiceiro. As pessoas me param na rua até hoje me chamando de Raí. Mas é evidente que eu também nunca vou me esquecer dele. Hoje, eu vejo o Raí como uma experiência de vida."
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